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Especialista defende no Cunene valorização das línguas nacionais

Dionísio David | Ondjiva

O especialista em línguas nacionais Modesto Kaushakenekwa, docente do Instituto Médio Politécnico de Namacunde, defendeu, em Ondjiva, província do Cunene, a necessidade de valorizar as línguas nacionais.

O especialista em línguas nacionais Modesto Kaushakenekwa, docente do Instituto Médio Politécnico de Namacunde, defendeu, em Ondjiva, província do Cunene, a necessidade de valorizar as línguas nacionais.
Numa abordagem sobre as línguas locais, diante de governantes, autoridades tradicionais, eclesiásticas e estudantes, em alusão à data da morte do rei Mandume, Modesto Kaushakenekwa disse que no actual contexto do país, as línguas nacionais devem desempenhar um papel primordial no resgate dos valores morais e cívicos. O especialista considerou a língua no seu conceito científico como um meio pelo qual os homens comunicam para exprimirem os seus sentimentos, ideias e aspirações. Lembrou que a língua e a cultura são elementos indissociáveis, acima de tudo dinâmicos e evoluem de acordo com a dinâmica das sociedades.
Modesto Kaushakenekwa referiu que as línguas nacionais têm sido vítimas de deturpação continuada. Ausentes do sistema de ensino, aos poucos começaram a perder terreno.
Por isso reafirma a necessidade de se imprimir uma nova dinâmica, com objectivo de valorizar as línguas nacionais em primeiro lugar e a recuperação de valores tradicionais, hábitos, costumes e cultura do povo angolano.
Considerou igualmente a língua como um sistema gramatical que pertence a um grupo de indivíduos, expressão de consciência de uma colectividade e ainda um meio pelo qual os homens se comunicam, dialogam ou negoceiam e convivem em perpétua evolução.
Apesar das dificuldades, Modesto Kaushakenekwa reconhece os esforços do Executivo, que tudo tem feito para o resgate dos valores morais e culturais.
A criação de institutos superiores destinados ao aprofundamento do ensino das línguas nacionais é acima de tudo um imperativo, pois vai permitir que as línguas africanas de Angola tenham o seu espaço.

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