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Está tudo a postos para a chegada das chuvas

Adelaide Mualimusi |Ondjiva

A Comissão Provincial da Protecção Civil e Bombeiros do Cunene está a criar todas as condições para fazer face às ocorrências mais frequentes durante a época chuvosa na província.

A Comissão Provincial da Protecção Civil e Bombeiros do Cunene está a criar todas as condições para fazer face às ocorrências mais frequentes durante a época chuvosa na província.
Durante uma reunião realizada na sexta-feira para analisar e discutir o plano de contingência para o período de chuva, a comissão garantiu que está já a preparar as equipas de busca e salvamento, socorro, assistência sanitária e evacuação, e a criar instalações temporárias para os desalojados em situação de emergência. A montagem de postos de triagem e de apoio psicossocial aos sinistrados foram outras questões analisadas na reunião da Comissão Provincial da Protecção Civil e Bombeiros do Cunene, realizada na cidade de Ondjiva.
Estas medidas pretendem prevenir situações extremas e dar uma resposta pronta e eficaz, no sentido de reduzir o número de ocorrências registadas em épocas anteriores, segundo explicou o porta-voz da comissão, Palulo Kalunga.
Para isso, foi traçado um plano de contingência que tem como objectivo atenuar os riscos de vulnerabilidade das populações e melhorar a capacidade de resposta às próximas inundações na província. Prevenir as acções criminosas em locais de sinistros durante a fase de emergência, através de policiamento de proximidade, alertar o pessoal envolvido em operações de socorro, abastecer com meios logísticos e água potável, montagem de centros de acolhimentos para realojar as vítimas, constam do plano de contenção da comissão.
A reunião analisou ainda a reactivação das redes de telecomunicações e energia eléctrica, e recomendou que se proceda ao levantamento dos prejuízos causados pelas inundações e a limpeza das valetas.
Em termos de estrutura orgânica operacional foi decidido criar comissões de trabalho, integradas pelas direcções provinciais da Saúde, Cruz Vermelha de Angola, Agricultura, Desenvolvimento e Pesca, Urbanismo e Ambiente, Polícia Nacional, Forças Armadas Angolanas e Transportes para acudir a situações de sinistralidade. Estas comissões devem ser igualmente integradas pelas direcções da Energia e Água, Assistência e Reinserção Social, Urbanismo e Construção, gabinete do plano do governo provincial e administrações municipais e comunais.

Melhorias das vias

Para facilitar a chegada rápida, se necessário, às zonas consideradas de mais difícil acesso, a comissão recomenda que sejam melhoradas as vias das localidades de Camicula, Okalwa, no município do Kwanhama, e Cubati, no Cuvelai.
Por outro lado, foi considerada a necessidade de se regular a bacia hidrográfica do rio Cuvelai, que tem transbordado para as comunas da Mupa e Evale, em direcção à cidade de Ondjiva, provocando enormes prejuízos à vida da população.
Face aos constantes acontecimentos das cheias, foi considerada importante a dinamização das acções operativas e de melhoria da protecção das populações da província, indispensáveis às actividades de socorro.
O encontro, que visou ainda planear, coordenar e executar as tarefas inerentes à protecção civil, concluiu que se deve realizar uma análise permanente da vulnerabilidade, informação e formação das populações da província, sobre os riscos colectivos.Recomendou, também, a realização de acções de informação dos cidadãos sobre os riscos graves naturais ou tecnológicos, aos quais estão sujeitos em certas áreas do território nacional, e sobre as medidas adoptadas e a adoptar com vista a minimizar os efeitos de acidentes graves, catástrofes ou calamidades, além da continuação de palestras nas escolas, igrejas e outros locais de grande concentração de pessoas.
Os participantes consideraram que os cidadãos têm o dever de colaborar na prossecução dos fins da Protecção Civil, observando as disposições preventivas das leis e regulamentos, acatando ordens, instruções e conselhos dos órgãos e agentes responsáveis pela segurança interna e pela protecção civil.

Obras em curso

Paulo Kalunga adiantou que o governo provincial está a trabalhar na resolução dos principais problemas que afectam a população, com a conclusão de diques de protecção na cidade de Ondjiva, numa extensão de 22 quilómetros.
Em curso, segundo disse, estão as obras de construção de novas habitações, na localidade de Onanhumba, arredores da cidade de Ondjiva, destinadas a mais de 7.750 pessoas afectadas pelas cheias, concentradas nos três centros de acolhimento, nos bairros Okapale, Naipalala e Kashila.
É ainda aguardado o arranque dos trabalhos de requalificação e macrodrenagem dos bairros Pioneiro Zeca, Castilhos e Naipalala II, na cidade de Ondjiva, e a regulação da bacia hidrográfica do rio Cuvelai e do projecto da nova centralidade da comuna da Mupa, para onde a administração local está a transferir mais de três mil famílias.

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