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Estrada de Ondjiva ao Evale carece de obras

Elautério Sipuleni| Ondjiva

A estrada que liga a sede da comuna do Evale à capital da província do Cunene, Ondjiva, num total de 66 quilómetros, carece de reabilitação urgente, devido ao estado avançado de degradação.

Proprietários de viaturas pesadas subiram os preços alegando estarem a sacrificar os seus meios em estradas muito degradadas
Fotografia: Venancio Amaral

A circulação de viaturas ligeiras é quase impossível. Apenas circulam viaturas pesadas. Em função da elevada movimentação de passageiros, devido ao aproximar das festas e à frequência das chuvas, os proprietários das viaturas pesadas passaram a cobrar preços altos, alegando estarem a sacrificar os seus meios.
Actualmente os chamados candongueiros cobram entre 600 e mil kwanzas por pessoa, quando em condições normais o preço se fixa entre 300 e 500 kwanzas.   Os habitantes do Evale dizem que é urgente a reabilitação da via, porque nesta época de chuvas a circulação de pessoas e bens é cada vez mais complicada e pode ser interrompida, por causa dos e­normes buracos, lama e lagoas.
Os utentes estão  desclntentes com o estado da estrada, que, desde 2007 foi adjudicada a uma empresa de construção da província para reabilitação, mas até agora nada de concreto se fez, num declarado sinal de incapacidade técnica.
Fernando António, comerciante na comuna do Evale, e que viaja com frequência para a cidade de Ondjiva, onde adquire os produtos para a sua actividade, diz que os condutores são obrigados a praticar uma condução perigosa para evitar os buracos, a lama e as águas estagnadas.
O comerciante sublinhou que muitas viaturas acabam por apresentar avarias ou a ficar enterradas, permanecendo na via durante vários dias, à espera de socorro. Actualmente a viagem entre Evale e Ondjiva, que devia ser feita em 40 minutos, é feita em duas ou mais horas.
Fernando António disse que o escoamento de produtos a­gro-pecuários está a ser afectado pelo mau estado da estrada, uma vez que os automobilistas se recusam a circular naquele troço por causa das inúmeras dificuldades. 
Evaristo Kashinasho, residente no Evale, está também preocupado com a situação e pede às autoridades para intervirem no troço, para facilitar a livre circulação de pessoas e mercadorias. Salientou que na época da chuva a situação é mais grave, já que os 66 quilómetros da via t ficam alagados por causa dos buracos.  “Com a chegada das fortes chuvas que se registam na província do Cunene e as inundações dos rios, as populações de diversas aldeias do Evale e Anhanga têm muitas dificuldades em chegar a Ondjiva”, sublinhou.  Neste momento, tudo escasseia e as populações estão com dificuldades para adquirir bens de primeira necessidade. Evaristo Kashinasho sublinhou que o mau estado da via tem criado muitos entraves ao crescimento da comuna, além de impedir o escoamento dos produtos do campo para o mercado da cidade capital.
 Enquanto para os camponeses a chegada das chuvas é motivo de alegria, o mesmo não se pode dizer para os automobilistas que utilizam diariamente a estrada entre  Ondjiva e Evale, porque é nesta época que se torna difícil circular na via.   
Motorista de um camião que transporta brita do município do Cuvelai, passando pelo Evale, até Ondjiva, Sampaio Manuel, disse que é necessária a reabilitação da via, para facilitar a circulação.
As obras de reabilitação na estrada que liga Ondjiva à comuna do Evale foram adjudicadas em princípios de 2007, a uma empresa que não conseguiu dar avanço aos trabalhos. Decorridos oito anos, apenas terraplenou metade da via.
O Jornal de Angola apurou junto do Instituto Nacional de Estradas de Angola que a obra foi retirada à empresa inicial e atribuída a uma outra, que nos próximos dias vai ser tornada pública.
A estrada que liga Ondjiva à comuna do Evale permite igualmente a ligação ao município do Cuvelai e aos municípios da Jamba Mineira e Matala, na província da Huíla.

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