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Estrada Nacional liga Ondjiva e Cuamato

Domingos Calucipa | Cuamato

O ritmo dos trabalhos de recuperação da estrada nacional numero 372, que liga a cidade de Ondjiva e a localidade histórico-cultural de Cuamato, no município de Ombadja, província do Cunene, satisfaz o estabelecido nos termos contratuais, constatou quarta-feira o director nacional de infra-estruturas rodoviárias do Ministério da Construção.

Representante do Ministério da Construção visita obras na estrada que dá ao Cuamato
Fotografia: Domingos Calucipa | Cuamato

Carlos Rocha disse que o objectivo da sua visita à província do Cunene é constatar o andamento das obras que estão sob supervisão do Ministério da Construção, para junto dos empreiteiros identificar possíveis constrangimentos, assim como trabalhar com o governo local no sentido de se aventarem novas empreitadas para o próximo ano.
A obra, avaliada em 9,690 mil milhões de kwanzas, compreende uma extensão de aproximadamente 114 quilómetros entre a cidade de Ondjiva e Cuamato, uma localidade que encerra em si mesma um grande valor histórico, particularmente no que diz respeito à resistência à ocupação colonial.
Este importante troço está a ser reabilitado pela empresa portuguesa “MCA”, cujas obras tiveram início em Outubro de 2014 e têm prazo de execução de 24 meses. O objectivo é ligar um outro troço, também em reabilitação, a vila de Xangongo e a zona agrícola de Calueque, para onde está a ser projectada a Zona Economia Especial da do Cunene.
A reabilitação dos dois eixos compreende a aplicação de tapete asfáltico, abertura de várias passagens hidráulicas, sinalização horizontal e vertical, entre outras componentes necessárias à boa circulação rodoviária. Além do troço Ondjiva-Cuamato, Carlos Rocha vai visitar o eixo Cahama/Otchindjau/Oncócua, no município da Cahama. “A obra Ondjiva/Cuamato está num bom ritmo, anda na ordem dos 10 por cento”.
O representante da empresa MCA, Teixeira dos Santos, assegurou que já estão terraplanados 26 quilómetros da via. Disse que a obra emprega 60 trabalhadores. Teixeira dos Santos sublinhou que devido à situação macroeconómica, que tem obrigado a alguns cortes nas despesas do Estado, a obra pode prolongar-se até o início de 2017.

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