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Estudantes com dificuldades para assistir às aulas

Adelaide Mualimusui| Ondjiva e Domingos Calucipa | Ondjiva

Estudantes de diferentes aldeias da comuna do Evale, no município do Cuanhama, no Cunene, encontram sérias dificuldades em assistir às aulas na seda comunal, em consequência da enchente de um rio, o que os obriga a recorrer a canoa para atingir a outra margem, informou, ontem, o porta-voz do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros naquela província.

Várias residências ficaram inundadas em consequância das fortes chuvas que caem diariamente nas comunas do Evale
Fotografia: Adelaide Mualimusui| Cunene| Edições Novembro

Paulo Kalunga disse que uma equipa da corporação se deslocou ao local e constatou que a canoa tem sido o único meio utilizado para a travessia, considerando ser uma situação preocupante devido à subida do caudal do rio Evale, em função das fortes chuvas que caem, nos últimos dias, com muita intensidade na região.
“Infelizmente, na comuna existe apenas uma canoa que está a permitir na movimentação da população. Para permitir uma maior fluidez na transportação, os Serviços de Protecção Civil e Bombeiros solicitaram às autoridades competentes o reforço de mais meios para facilitar a vida dos habitantes”, precisou.
O porta-voz dos Serviços de Protecção Civil e Bombeiros disse ter constatado igualmente os constrangimentos na circulação entre as sedes comunais do Evale e da Mupa devido ao aumento do caudal, uma vez que a água das chuvas passou um pouco o nível da estrada, criando ravinas.
 O responsável dos Serviços de Bombeiros argumentou que não se trata de um período de emergência, mas admitiu que a população do Evale vive uma fase de pré-emergência, necessitando redobrar algumas acções, para se evitar casos de afogamento, muito comuns nestas situações. “Caso continuar a chover na mesma porporção, poderá se registar inundações nas aldeias e lavras próximas do rio Evale.”
                              
Aulas nocturnas


Pelo menos, mil alunos do I e II ciclos do ensino secundário, que se encontravam fora do sistema de ensino no presente ano lectivo, por falta de salas, vão poder frequentar aulas no período nocturno, na escola “Oulondelo”, em Ondjiva, na província do Cunene, que ganhou um sistema de fornecimento de energia eléctrica, três anos depois da sua inauguração, anunciou ontem, em Ondjiva, o director provincial da Educação. Lúcio Ndinoiti disse que a instituição escolar ganhou energia da rede pública, com a colocação de um posto de transformação, e está agora em condições de leccionar nos três períodos do dia,  explorando na plenitude as suas 24 salas.
Segundo o director provincial da Educação, Lúcio Ndinoiti, o Governo envidou esforços no sentido de aquela escola inserir os alunos que ficaram aptos no concurso de ingresso e não conseguiram espaço na Escola de Formação de Professores de Ondjiva, no Instituto Médio de Administração e Gestão e na Escola de Formação de Técnicos de Saúde.
Assegurou que, além das 24 salas da escola “Oulondelo”, com capacidade de 45 alunos cada, estão disponíveis mais seis salas na escola do ensino primário Rei Nande, para reforçar os espaços para as aulas nocturnas.

Solução do problema


O director da escola “Oulondelo”, Eusébio Comongula, disse que, com a solução do problema da energia eléctrica, o internato da instituição vai poder abrir as portas para os alunos provenientes de outros pontos da província. Adiantou que, numa fase experimental, o internato vai acolher menos de 30 alunos, atendendo à actual situação financeira do país.
A escola funciona actualmente com dois cursos, sendo um nas áreas de Ciências Físicas e Biológicas e outro de Ciências Económicas e Jurídicas.

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