Províncias

Estudantes exigem vagas em Ondjiva

Dionísio David | Ondjiva

A falta de vagas que se fez sentir em Ondjiva, sobretudo para os estudantes que transitam do segundo ciclo para o ensino médio, tem criado sérios problemas às autoridades, afirmou o chefe da Repartição municipal da Educação do Cuanhama, Ambrósio Hisinduavali.
O responsável, que falava durante a abertura do seminário de actualização de conhecimentos de professores oriundos de todas as comunas, disse que a cidade, pelo facto de ser a sede da província, se tem deparado com um défice de infra-estruturas escolares, com realce para o ensino médio.

Segunda-feira um grupo de jovens saiu à rua para contestar as reduzidas vagas
Fotografia: Jornal de Angola

A falta de vagas que se fez sentir em Ondjiva, sobretudo para os estudantes que transitam do segundo ciclo para o ensino médio, tem criado sérios problemas às autoridades, afirmou o chefe da Repartição municipal da Educação do Cuanhama, Ambrósio Hisinduavali.
O responsável, que falava durante a abertura do seminário de actualização de conhecimentos de professores oriundos de todas as comunas, disse que a cidade, pelo facto de ser a sede da província, se tem deparado com um défice de infra-estruturas escolares, com realce para o ensino médio.
Ambrósio Hisinduavali salientou que a responsabilidade da construção de escolas de nível médio não é da competência da Repartição municipal, embora o sector que dirige tenha, nos últimos tempos, desenvolvido esforços no sentido se encontrar uma solução.

Jovens fazem marcha

Cinco dezenas de estudantes, que terminaram o I ciclo do ensino secundário, realizaram na segunda-feira uma marcha pelas ruas da cidade de Ondjiva, contestando o reduzido número de vagas disponibilizadas pelos institutos médios para este ano lectivo, que terminou em frente à direcção provincial da Educação, no centro administrativo do governo provincial, onde mantiveram um encontro com o vice-governador provincial para a Esfera Política e Social, Jerónimo Haleinge.
Num breve encontro com o vice-governador, que esteve acompanhado pelo director da Educação, Ciência e Tecnologia, Lúcio Ndinoiti, o grupo de estudantes manifestou a sua inquietação devido à ausência de vagas nos dois institutos médios existentes e pediram a resolução urgente do problema de falta de salas.
No diálogo com o grupo de jovens, Jerónimo Haleinge disse estar muito preocupado com a situação da falta de vagas e de salas, para que todos aqueles que transitam de uma classe para outra possam encontrar espaço que permita continuarem os estudos.
Garantiu, além disso, a realização de um encontro de concertação entre a Direcção provincial da Educação, estudantes e encarregados de educação, para se encontrarem mecanismos que permitam a inserção dos referidos estudantes no sistema de ensino.
Aproveitando o momento, pediu aos estudantes que fiquem tranquilos, pois ninguém vai ficar fora do sistema de ensino, porque o governo da província e parceiros sociais estão a fazer o que é possível no sentido de se construírem mais salas, ainda no decorrer do presente ano lectivo.
O vice-governador Jerónimo Haleinge considerou o diálogo com os estudantes como a melhor forma de se resolverem os problemas, e garantiu que, no quadro da melhoria do ensino na sede do município, está em curso um projecto de construção de duas escolas, no centro de Ondjiva, com 24 salas cada e capacidade para albergar 600 alunos por turno.

Tempo

Multimédia