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Eugénio Laborinho anuncia medidas para apoio aos sinistrados das cheias

Elautério Silipuleni|Kibati

O vice-ministro do Interior para a Protecção Civil e Bombeiros, Eugénio Laborinho, disse quarta-feira, na comuna do Kubati (Kuvelai), que várias “medidas de emergência” foram tomadas para, a curto prazo, acudir os sinistrados e atenuar os prejuízos causados pelas cheias que se registam em algumas regiões do país.

Vice-ministro do Interior fez a entrega de alguns meios para apoiar as vítimas
Fotografia: Elautério Silipuleni|Kibati

O vice-ministro do Interior para a Protecção Civil e Bombeiros, Eugénio Laborinho, disse quarta-feira, na comuna do Kubati (Kuvelai), que várias “medidas de emergência” foram tomadas para, a curto prazo, acudir os sinistrados e atenuar os prejuízos causados pelas cheias que se registam em algumas regiões do país.
Eugénio Laborinho revelou que tais medidas passam por dotar as comissões provinciais de protecção civil de meios técnicos e humanos para que possam atenuar os efeitos das calamidades naturais e dar a devida assistência à população vítima das inundações. Acrescentou que para as populações afectadas pelas chuvas nas províncias do Namibe, Huíla, Malange, Bié, Uíge e Cunene está acautelada a ajuda necessária. No Cunene, as localidades críticas começaram já a receber ajuda da comissão de protecção civil. A ajuda às vítimas das inundações integra bens alimentares, medicamentos, tendas, chapas, roupa, mosquiteiros e realojamento das pessoas em locais mais seguros.Apesar de considerar de “controlada” a situação, o vice-ministro Laborinho disse ser imperioso “redobrar esforços para que os sinistrados estejam bem alojados e assistidos”, aconselhando, por outro lado, a população a abandonar as zonas consideradas de risco.

Governador garante assistência

O governador do Cunene, António Didalelwa, garantiu que a assistência à população afectada pelas cheias está garantida com o fornecimento de bens alimentares e materiais. As intensas chuvas no Cunene provocaram o transbordo do rio Kuvango, devastando extensas zonas cultivadas e habitadas. Segundo dados da administração do Kubati, pelo menos 173 famílias e igual número de lavras foram atingidas pela calamidade e várias povoações estão incomunicáveis devido à deterioração das vias de comunicação.
 António Didalelwa mostrou-se preocupado com o actual quadro caracterizado pela destruição de habitações, inundações de lavras e o deslocamento de pessoas das suas tradicionais áreas de residência e sublinhou que “o governo está atento e dispõe de apoio logístico suficiente para minimizar o sofrimento dos sinistrados”.
Disse também que o governo está a realizar acções de reabastecimento de fármacos por via aérea de forma a reforçar as reservas de medicamentos nas localidades do interior dos municípios afectados e com as vias de acesso cortadas.

Aulas paralisadas

Por causa das chuvas, as aulas foram interrompidas na comuna do Cubati e apenas uma, das 18 escolas, está a funcionar.
O Executivo angolano está a equacionar o recurso a meios aéreos para o transporte dos professores do Cuvelai, segundo Eugénio Laborinho.
O vice-ministro sublinhou que o Executivo “tudo está a fazer para reduzir as dificuldades que as populações afectadas pelas cheias estão a atravessar”. O também coordenador da Comissão Nacional de Protecção Civil entregou, na comuna do Cubati, bens de primeira necessidade aos sinistrados. As chuvas registadas no Cubati interditaram também a circulação nos troços Cubati/Xamutete e com a sede do município do Cuvelai Mucologondjo.

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