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Faltam técnicos de laboratório para expandir serviços de saúde

Domingos Calucipa | Ondjiva

O funcionamento dos laboratórios de análises clínicas dos centros de saúde dos bairros Caculuvale e Onahumba, na cidade de Ondjiva, inaugurados nos últimos três anos, com a finalidade de desafogar o Hospital Geral, continua condicionado devido à falta de técnicos especializados.

O funcionamento dos laboratórios dos centros de saúde dos bairros Caculuvale e Onahumba está condicionado à falta de técnicos
Fotografia: Adérito Cortez

A informação foi revelada durante um workshop sobre “A Situação Actual dos Laboratórios de Análises Clínicas da Província”, que terminou ontem na cidade de Ondjiva, organizado pela direcção provincial da Saúde, em que a oradora foi Rosa Cipriana.
A oradora disse que a província do Cunene conta com dez laboratórios, sendo quatro em Ondjiva, dois em Ombadja e os outros nos restantes municípios.
Rosa Cipriana sublinhou que um dos quatro laboratórios de Ondjiva está no Hospital Geral, funcionando com 30 técnicos, e outro no centro médico de controlo da tuberculose, que conta apenas com um técnico especializado. Os outros dois laboratórios funcionam nos centros de saúde de Caculuvale e de Onahumba. Ambos não dispõem de técnicos, embora estejam apetrechados com meios.
O workshop, realizado no quadro do diagnóstico para a revitalização dos serviços provinciais de laboratório e análises clínicas, permitiu avaliar a actual situação dos referidos estabelecimentos, uniformizar o seu funcionamento, analisar as técnicas de trabalho, bem como proceder ao conhecimento das reais capacidades técnicas e humanas.
O director da Saúde em exercício, Belarmino Satyiohamba, reconheceu que, tendo em conta as avaliações que têm sido realizadas, a equipa provincial dos laboratórios observou alguns constrangimentos, designadamente a insuficiência de técnicos de análises clínicas. Belarmino Satyiohamba chamou a atenção dos técnicos no sentido de observarem com rigor as regras da actividade. “Devemos ter em conta que uma análise laboratorial mal feita dá num diagnóstico errado e, consequentemente, leva com que se oriente mal o tratamento”, frisou Belarmino Satyiohamba.
O responsável da Saúde advertiu ainda que, em função deste mau diagnóstico e da má orientação medicamentosa, há um gasto desnecessário de reagentes e de medicamentos, que pode provocar intoxicação ao paciente.
O director provincial admitiu que, para evitar essas situações, é importante que os laboratórios estejam em boas condições, com pessoal suficiente e capacitado, para diagnosticar os diferentes casos registados na região.
“A qualidade do laboratório começa desde o momento em que se colhe a amostra, pois ela tem que ser em quantidade certa, na preparação e na observação técnica, para se ter o diagnóstico”, explicou Belarmino Satyiohamba.

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