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Fazenda no Cunene prevê colher toneladas de cereais e de legumes

Pelo menos 625 toneladas de milho, feijão e massango é a previsão de colheita durante a presente época agrícola na fazenda Lumbamba, localizada na comuna de Calonga, município do Cuvelai, na província do Cunene.

Camponeses aumentam a produção
Fotografia: Santos Pedro

De acordo com o proprietário da fazenda, Francisco Abílio Lumbamba, que falava à Angop, espera-se, até ao mês de Dezembro, colher 500 toneladas de milho, 100 de feijão e 25 de massango, com vista a assegurar a auto-suficiência alimentar das famílias.
Francisco Lumbamba afirmou ser uma produção piloto, que foi desenvolvida numa área de 100 hectares de terras, das quais 50 destinadas à produção do milho, 40 de feijão e dez de massango, envolvendo 82 trabalhadores e equipamentos técnicos necessários para a prática agrícola mecanizada.
A pretensão é tornar a fazenda num grande produtor da região sul, com o alargamento dos campos de cultivo e aumentar a produção agrícola, com vista a garantir excedentes e permitir dar resposta às necessidades do governo na produção e comercialização deste cereal a nível local, para reduzir as importações.
A agricultura constitui um dos principais eixos para garantir a segurança alimentar das populações, razão pela qual é importante que se junte sinergias públicas e privadas para combater a fome e a pobreza no seio das famílias.  Por outro lado, o administrador municipal de Ombadja, na província do Cunene, Manuel Domingos Taby, incentivou ontem as famílias camponesas da região a apostarem mais na agricultura, aproveitando os recursos hídricos existentes na circunscrição.
O responsável, que falava às autoridades tradicionais das cinco comunas que compõem a municipalidade, incentivou à prática da agricultura familiar ou mecanizada, para garantir a auto-suficiência alimentar.
O município de Ombadja tem muitos recursos hídricos disponíveis, mais de 200 quilómetros do rio Cunene, que, se forem bem aproveitados, facilitam a prática da agricultura familiar e mecanizada.
As famílias camponesas organizadas ou não em associação ou cooperativas agrícolas devem redobrar a actividade produtiva, aproveitando o curso do rio Cunene, alargando as suas áreas de produção, com vista a produzir alimentos para o sustento e rendimento das suas famílias, com a venda dos produtos.

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