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Focos de lixo embaraçam a circulação de viaturas

Domingos Calucipa |

O processo de recolha e tratamento de lixo está paralisado na cidade de Ondjiva, há já algum tempo, verificando-se, por este facto, amontoados de lixo em várias artérias, sendo a situação crítica na via que liga a cidade ao mercado paralelo da Alemanha, onde os resíduos sólidos estão a cobrir uma das faixas de rodagem, complicando desta forma a normal circulação de veículos e pessoas.

Recolha de resíduos sólidos está paralisada por falta de dinheiro
Fotografia: Santos Pedro | Edições Novembro

Os amontoados de lixo são ainda visíveis em algumas artérias, como as ruas traseira e a lateral da empresa Angola-Telecom, que desde a quadra festiva permanecem em grandes quantidades.
A administradora municipal de Ondjiva, Margarida Ulissavo, disse que esta situação deve-se “à falta de capacidade técnica e financeira da administração. “Neste momento estamos sem recursos para darmos resposta adequada a questão da recolha de lixo na cidade, por falta de verbas para o efeito”, justificou.
Aquela responsável municipal informou que “há tempos uma empresa chinesa de construção civil, a CRBC, que ajudava na recolha do lixo com os seus equipamentos, deixou de o fazer pelo facto de estar empenhada na sua real tarefa, que é a execução de obras”. Margarida Ulissavo sublinhou que nesta altura trabalham para o saneamento básico da cidade de Ondjiva duas empresas, sendo uma contratada pelo Governo Provincial do Cunene e outra sob gestão da Administração Municipal, “mas estão sem meios adequados  para a recolha permanente dos resíduos sólidos”.
Na sua óptica, se a administração municipal de Ondjiva tivesse equipamentos próprios e um orçamento para pagar o pessoal não se verificaria os amontoados de lixo na cidade. A administradora Margarida Ulissavo acrescentou que o seu elenco está a aguardar que o orçamento do município para 2018 seja aprovado. “Se tivermos dinheiro com base no orçamento deste ano, com base no novo modelo de limpeza, recolha e tratamento do lixo, que se pretende introduzir, poder-se-á dar uma resposta adequada ao problema”, admitiu a administradora municipal de Ondjiva.
Margarida Ulissavo informou que o novo modelo de limpeza da cidade de Ondjiva vai incluir uma orientação precisa ao cidadão, que passará por determinar os dias e horas para o depósito do lixo, pondo assim fim à anarquia, em que cada um deposita os resíduos sólidos a qualquer hora do dia. A cidade de Ondjiva, segundo a administradora, conta agora com um aterro sanitário, inaugurado há cinco meses, onde todo o lixo residual doméstico está a ser depositado.

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