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Formação abre portas à profissionalização

Dionísio David | Ondjiva

O Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional (INEFOP) no Cunene está apostado na formação contínua dos jovens como via para o acesso ao primeiro emprego, disse o director da instituição

Instituto propõe continuar a formar jovens nas várias especialidades para fazer face às grandes necessidades técnicas que a província tem
Fotografia: João Gomes

O Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional (INEFOP) no Cunene está apostado na formação contínua dos jovens como via para o acesso ao primeiro emprego, disse o director da instituição
Luís de Oliveira sublinhou que, como resultado da formação profissional levada a cabo em 2012, nos cinco centros de integração e pavilhões de artes e ofícios da província, 147 jovens começaram a trabalhar em várias empresas públicas e privadas.
O primeiro emprego e o trabalho por conta própria dos jovens é uma preocupação constante do Executivo, garantiu Luís de Oliveira, daí que toda a atenção esteja voltada para a formação desta faixa etária da sociedade, tendo em conta a realidade de cada município da província.
A aposta na formação permite que os jovens, até aos 30 anos, consigam o primeiro emprego, enquanto os de que têm menos de 45 podem trabalhar por conta própria e sustentarem as suas famílias.
Por tudo isto, o Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional propõe-se continuar a formar um número cada vez maior de jovens, nas várias especialidades e artes, para fazer face às grandes necessidades de técnicos que a província tem.
O Cunene tem três pavilhões de artes e ofícios, nos municípios de Ombadja, Cuvelai e Namacunde, e dois centros integrados de formação profissional, no município do Cuanhama, onde são leccionados os cursos de carpintaria, alvenaria, marcenaria, serralharia, electricidade de baixa e alta tensão. Forma ainda nos cursos de corte e costura, frio comercial, pintura e estuque, contabilidade e gestão, decoração, informática, mecânica auto e gestão de negócios. Os municípios da Cahama e do Curoca são os únicos que ainda não possuem pavilhões de artes e ofícios, pelo que os jovens daquelas circunscrições recorrem ao município de Ombadja e aos centros de formação de Ondjiva.
Em 2012, a província formou, nos centros e pavilhões existentes, 788 jovens, dos quais 374 do sexo feminino. No período em referência, foram matriculados 1.413 jovens, dos quais 339 não concluíram a formação. Luís de Oliveira considerou ser importante que se faça um trabalho de sensibilização da juventude sobre a importância de obter uma formação, para se evitar que desistam no decorrer da acção que frequentam. Os jovens devem compreender a sua participação no processo de reconstrução nacional do país e na necessidade da sustentação das suas famílias, acrescentou.
Entre Janeiro e Outubro do ano passado, foram registados 311 pedidos de emprego contra 147 ofertas, correspondentes a igual número de colocações.

Acções a desenvolver


O director do Instituto Nacional de Emprego  e Formação  Profissionais (INEFOP) sublinhou que, no âmbito da formação de jovens para o primeiro emprego, a sua instituição dispõe de um vasto programa, que inclui a formação de formadores e a reabilitação do Centro de Formação de Ondjiva.  Esta tarefa associa-se à requalificação dos recursos a ministrar nas unidades formativas, aliada à formação dos funcionários do centro, uma vez que a eles está entregue a responsabilidade de conduzir todo o processo.
Está igualmente previsto o estabelecimento de parcerias com igrejas e outras organizações da sociedade civil, para o melhor aproveitamento dos pavilhões existentes.
Para isso, o responsável do Instituto  Nacional do Emprego disse que se afigura imperiosa a expansão do programa de formação aos municípios de Cahama e Curoca, através de Unidade de Formação Itinerante.

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