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Fortes chuvas isolam comuna de Cubati

Adelaide Mualimusi | Ondjiva

A circulação rodoviária entre a comuna do Cubati, a Sul da sede do município do Cuvelai, com o resto da província do Cunene, está cortada, em consequência das chuvas que se abateram durante os últimos dias na região.

A cidade de Ondjiva está este ano melhor protegida das cheias provocadas pelas chuvas graças aos diques construídos
Fotografia: Venâncio Amaral | Ondjiva

A circulação rodoviária entre a comuna do Cubati, a Sul da sede do município do Cuvelai, com o resto da província do Cunene, está cortada, em consequência das chuvas que se abateram durante os últimos dias na região.
Em entrevista, ontem, à emissora local da Rádio Nacional de Angola, o comandante provincial dos Bombeiros e Protecção Civil, Joaquim Domingos António, informou que há dois dias que a população não circula da localidade para outras áreas e que os estudantes não conseguem ir às aulas.
Joaquim Domingos disse que o corpo de bombeiros vai pedir a intervenção dos órgãos centrais, no sentido de se mandarem aeronaves para ajudar a população e atender aos casos mais preocupantes, como a falta de medicamentos, comida e roupas.
“Não é possível apoiar os sinistrados da comuna de Cubati por via terrestre porque a estrada está cortada pelas águas”, afirmou Joaquim Domingos à Rádio Nacional de Angola.  O coordenador provincial adjunto da Comissão de Protecção Civil disse que as águas ameaçam igualmente as comunas da Canganda e Calonga.     
Em Ombadja, 107 famílias no município foram desalojadas durante os últimos dias, em consequência das fortes chuvas que afectaram a localidade. As vítimas das cheias foram realojadas num centro de acolhimento, onde recebem apoio do governo em bens alimentares e medicamentos.  O coordenador provincial adjunto da Comissão de Protecção Civil garantiu que as cheias não vão afectar a cidade de Ondjiva, porque a cidade está agora protegida por diques de protecção, construídos no ano passado, e “por isso as águas estão a correr no seu percurso normal”. O maior problema é a falta de esgotos nos bairros que provoca inundações e prejudica o trabalho dos bombeiros.

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