Províncias

Governo expande o ensino especial

Elautério Silipuleni | Ondjiva

O Governo Provincial do Cunene está desenvolver um programa de construção de escolas do ensino especial em todos os municípios, confirmou, em Ondjiva, a responsável do sector.

Cunene tem apenas uma escola do ensino especial cujas salas são insuficientes para atender a demanda que se regista em todos os anos
Fotografia: Elautério Silipuleni

O Governo Provincial do Cunene está desenvolver um programa de construção de escolas do ensino especial em todos os municípios, confirmou, em Ondjiva, a responsável do sector.
Ana Miguel disse que a ideia é garantir que crianças e adolescentes com problemas de cegueira, mudez, surdez e mentais tenham cada vez mais escolas e que a primeira começa a ser construída em breve no bairro Onahumba.
O Cunene tem apenas uma escola do ensino especial, a “Rainha Nekoto”, instalada em Ondjiva, com apenas duas salas insuficientes para a procura.
Ana Miguel lamentou que ainda haja crianças com necessidades especiais com aulas em locais improvisados, como o corredor da escola especial “Rainha Nekoto”, em varadas e debaixo de árvores.
Em Ondjiva, referiu, há 18 salas improvisadas para crianças com necessidades especiais, mas há alunos que precisam dos mesmos cuidados integradas em estabelecimentos do sistema de ensino geral.
A escola “Rainha Nekoto” debate-se com algumas dificuldades, principalmente de falta de espaços e de equipamentos, como máquinas de informática, pautas metálicas, brailles, réguas e de opção, instrumento que substitui o lápis de carvão. Cerca de 470 crianças surdas, cegas e mudas frequentam as aulas do ensino especial em Ondjiva, da primeira à sexta classe, no âmbito do programa de “Educação para Todos”, em curso no país. Antes de começarem a frequentar das aulas, as crianças com problemas auditivos e mudas aprendem linguagem gestual para perceberem o alfabeto gestual, segundo a responsável do sector.

Tempo

Multimédia