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Hospital de Ondjiva com obras no fim

Dionísio David | Ondjiva

As obras de construção do Hospital Municipal do Cuanhama, que está a ser erguido na cidade de Ondjiva, terminam brevemente, anunciou ontem o director provincial de Saúde do Cunene.

Nova unidade clínica vai ser equipada com equipamentos modernos com vista a agilizar o atendimento e proporcionar maior dignidade aos doentes de Cuanhama
Fotografia: Dombele Bernardo

Eleutério Hivilikwa afirmou que a entrada em funcionamento do hospital vai ajudar a reduzir as grandes enchentes que se registam, nos últimos tempos, no Hospital Geral de Ondjiva.
O director provincial de Saúde assegurou que o Hospital Municipal do Cuanhama é entregue à administração local nos próximos dias. Para além de equipamentos técnicos de ponta, vai ter uma capacidade de 70 camas para internamentos, banco de urgência, maternidade, pediatria, cirurgia e outras especialidades. O surgimento de mais uma unidade hospitalar vai ainda contribuir para minimizar os problemas de saúde na província.
As obras do hospital são de âmbito central e estão inseridas no Programa Nacional de Construção de Infra-Estruturas Hospitalares.
Informou que, neste momento, a província conta com 149 unidades sanitárias, divididas em sete hospitais municipais, 42 centros de saúde e 100 postos de saúde.
Quanto aos medicamentos, os hospitais e os centros de saúde da província do Cunene estão bem servidos, não se registando qualquer rotura de stocks.
Sobre os recursos financeiros, para a aquisição dos meios técnicos e materiais, o director da Saúde garantiu que a situação da província é também tranquila.
Disse que o grande problema tem a ver com a falta de técnicos, salientando que existem alguns postos de saúde que trabalham apenas com um enfermeiro, o que é insuficiente.
Eleutério Hivilikwa disse que o actual quadro sanitário da província do Cunene é satisfatório, ainda que se registem algumas doenças de índole respiratória e diarreias, próprias desta estação do ano. Estão a ser controladas.
O director da Saúde frisou que existem muitas localidades que ainda não beneficiam de água canalizada, cujas comunidades se abastecem nos poços, onde nalguns casos não se cumprem as mediadas anunciadas pelas autoridades sanitárias para a prevenção de doenças, como ferver ou desinfectar com gotas de lixívia.

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