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Hospital de Ondjiva melhora serviços

Adelaide Mualimusi | Ondjiva

O director do Hospital Geral de Ondjiva, Muariz Akabey, garantiu na terça-feira que as autoridades estão a equipar a unidade sanitária com meios modernos, para responder com eficiência, ainda este ano, aos desafios do sector.

A unidade hospitalar conta com várias especialidades entre elas a de medicina geral e pediatria e tem um laboratório para as análises
Fotografia: Jornal de Angola


As autoridades estão a desenvolver esforços no sentido de fazer com que a maior unidade hospitalar da província se transforme numa referência, em termos de atendimento ao público.
Com o serviço de Internet instalado, os médicos vão trabalhar em melhores condições, uma vez que este serviço lhes permite a troca de experiências com profissionais de outros países.
O Hospital Geral de Ondjiva tem, neste momento, capacidade para 200 camas, sendo os serviços assegurados por 545 trabalhadores.
O corpo de funcionários é composto por 40 médicos angolanos, russos, vietnamitas e cubanos, 260 enfermeiros, 33 técnicos de diagnóstico, 60 administrativos e 145 trabalhadores de apoio hospitalar.
Actualmente, a unidade conta com as especialidades de pediatria, ginecologia, medicina geral, ortopedia, cirurgia, cuidados intensivos, otorrinolaringologia, nutrição, oftalmologia, neonatologia, imagiologia, radiologia, além de um laboratório completo.
Quanto às principais doenças, a unidade registou, no primeiro semestre deste ano, um total de 1.230 casos de malária, 1.250 de doenças diarreicas, 1.163 de doenças respiratórias agudas, 220 de hipertensão arterial e 145 de febre tifóide. Além destas enfermidades, atendeu ainda 53 casos de tuberculose, 73 de má nutrição e 30 de VIH.
Estas doenças resultaram na morte de duas pessoas, num universo de 650 pacientes atendidos por dia.

Jornadas científicas

No próximo mês, o Hospital Geral de Ondjiva vai realizar uma jornada científica, para discutir os problemas e desafios da unidade clínica e do sector.
 Além desta iniciativa, o hospital vai trabalhar numa parceria com a Universidade Mandume ya Ndemufayo e com a direcção provincial da Saúde, no sentido dos estudantes da referida academia estagiarem na unidade clínica. O acordo entre as instituições vai permitir, ainda, que os médicos e enfermeiros do hospital possam beneficiar de formações regulares na universidade.

            Dificuldades

A falta de sangue no serviço de hemoterapia, a necessidade de uma morgue com mais gavetas do que as actuais 12, são as maiores preocupações vividas pela direcção do hospital, que a tenta ver resolvidas o mais depressa possível. No entanto, o director do hospital referiu que o Governo Provincial do Cunene já tem um projecto para a construção de uma nova morgue provincial, com capacidade para 40 gavetas.
A instituição tem ainda pequenos problemas com a área de recursos humanos, dificuldades que podem ser ultrapassadas em breve, com a realização de um concurso público, ainda este ano.
Muariz Akabey referiu que a falta de uma fábrica de oxigénio na região é outro problema, mas que já transmitiu ao Ministério da Saúde.

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