Províncias

Hospital Geral de Ondjiva é modernizado

Domingos Calucipa | Ondjiva

As condições de assistência sanitária na província do Cunene vão conhecer melhorias significativas  com a conclusão dentro de dois meses das obras de reabilitaçãoe modernização do Hospital Geral de Ondjiva, anunciou ontem o director provincial da Saúde.

Reabilitação do hospital é suportada pelo Governo Provincial no âmbito do programa de melhorias da assistência sanitária
Fotografia: Estanislau Costa | Huíla

Eleutério Hivilikwa referiu que as obras do hospital, fundado em 1934 e que beneficiou apenas de intervenção de melhorias e ampliação há  dez anos, começaram em Maio último. Com o fim das obras,o director provincial disse que a unidade vai dispor de mais quatro naves, passando a ter uma capacidade para 250 camas contra as actuais 75.
A unidade já não dispunha de condições de trabalho, nem de internamento de doentes, tendo em conta os níveis de degradação, disse Eleutério Hivilikwa, que acrescentou que a reabilitação é suportada financeiramente pelo Governo Provincial, no âmbito do seu programa de melhoria das infra-estruturas sociais e da assistência sanitária.
Novos equipamentos ligados às áreas do laboratório, do raio X e do bloco operatório vão ser instalados no Hospital de Ondjiva, depois da reabilitação da infra-estrutura.
 Eleutério Hivilikwa disse que o laboratório ganhou meios que vão permitir efectuar certas análises que anteriormente eram impossíveis de fazer localmente. Na área de diagnóstico laboratorial vão ser efectuados exames às fezes, urina e saliva.
Estão a ser criados novos serviços na área de imagiologia, quando anteriormente funcionava apenas o raio-X convencional. O hospital vai contar ainda com uma área de tomografia facial computadorizada e de raio-X de estudos especiais, como o estudo dos vasos sanguíneos, estudo aprofundado do tubo digestivo, assim como dos ossos. Ainda na área de imagiologia, o hospital vai  efectuar estudos contrastados dos rins, estômago e intestinos.

Tratamento dos olhos

Eleutério Hivilikwa disse que, com a entrada em funcionamento do tomógrafo, vão ser efectuados estudos dos vasos sanguíneos a nível da cabeça e dos membros. O bloco operatório vai ganhar novas mesas operatórias e ventiladores mecânicos. Uma das grandes inovações no hospital vai ser a abertura pela primeira vez dos serviços de oftalmologia, cuja área foi apetrechada com equipamento modernos. A área de estomatologia também foi equipada com novos meios.

Evacuações para a Namíbia

Eleutério Hivilikwa reconheceu a ausência de alguns serviços no hospital que têm obrigado a evacuação dos doentes para a Namíbia ou, nalguns casos, para Luanda, sobretudo por falta de meios e de especialistas. Eleutério Hivilikwa apontou o caso dos cancros, que precisam de um oncologista e especialistas em radioterapia e anatomia patológica. “Para estes pacientes não temos como solucionar os seus problemas, dai que têm mesmo que se deslocar a Luanda ou Namíbia.” Faltam igualmente especialistas para os problemas de malformação congénita, de coração, dos membros, do tubo digestivo e de mulheres com problemas de reprodução, por não se fazerem ainda estudos aprofundados, disse Eleutério Hivilikwa.

Carência de médicos

O director provincial da Saúde disse que a principal dificuldade que a unidade enfrenta tem a ver com a carência de médicos, sobretudo nas áreas de ortopedia, gineco-obstetrícia, cardiologia, psiquiatria, neurologia e para casos de queimaduras.

Tempo

Multimédia