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Identificada origem das águas que inundam a cidade de Ondjiva

Domingos Calucipa | Ondjiva

Os rios Mui e Cuvelai, ambos provenientes da zona Norte da província do Cunene, foram indicados como os principais fornecedores das águas que nos últimos três anos inundam ciclicamente a cidade de Ondjiva e arredores.

Os rios Mui e Cuvelai, ambos provenientes da zona Norte da província do Cunene, foram indicados como os principais fornecedores das águas que nos últimos três anos inundam ciclicamente a cidade de Ondjiva e arredores.
Esta constatação foi feita segunda-feira pelo governador provincial do Cunene, António Didalelua, e uma equipa da Protecção Civil, após terem sobrevoado, de helicóptero, os cursos dos dois rios e outros espaços inundados, desde Ondjiva até às suas nascentes.
“Nós planificámos descobrir a fonte das águas que vêm parar a Ondjiva. Começámos a perseguir o seu percurso do rio Mui até à fonte. De regresso, passámos pela sede do Cuvelai e pelas comunas da Mupa e do Evale, e regressámos sobrevoando o rio Cuvelai até à cidade. Concluímos que as águas que alagam a nossa capital e seus arredores vêm desses dois rios”, afirmou o governador.
Do ar, foi possível observar vastas áreas inundadas no Norte e Nordeste da província. Vários são os campos cultivados, caminhos, zonas de pasto cobertos de água e uma infinidade de aldeias sitiadas.
António Didalelua garantiu que as águas das cheias, que nos últimos dois anos têm invadido parte significativa dos bairros da cidade de Ondjiva, deixaram de constituir preocupação para as populações, como resultado da construção dos diques de protecção, levada a cabo pelo Gabinete de Reconstrução das Infra-estruturas destruídas e Regulação do Caudal do rio Cuvelai.
No Cuvelai o governador inteirou-se dos prejuízos causados pelas cheias e dos apoios que estão a ser providenciados às populações vítimas da calamidade. Estima-se que, até agora, o município tenha cerca de 12.700 pessoas afectadas e que precisam de auxílio.
O governante, que se fez acompanhar dos deputados do ciclo provincial, passou pelas sedes comunais da Mupa e do Evale, onde visitou os espaços que acolhem os sinistrados. Na primeira localidade orientou no sentido de se acelerar a recolha dos números exactos da população afectada, para que ninguém fique de fora dos apoios do governo.
Nas duas comunas os alunos retomaram as aulas.
As águas baixaram de nível, as instituições governamentais já funcionam com normalidade e em muitos caminhos já se circula, mas pairam ainda dúvidas no ar sobre se vai continuar assim, porque há previsões de mais chuva nos próximos dias.
Nestas localidades muitos populares ficaram sem tecto e sem alimentos, porque as reservas de comida foram arrastadas pelas águas.
Diariamente, aumenta também o número de sinistrados provenientes de aldeias longínquas.

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