Províncias

INAC reforça redes de protecção da criança

Dioníso David| Ondjiva

O Instituto Nacional da Criança (INAC) na província do Cunene definiu o reforço e a expansão das redes de protecção de menores a nível municipal, comunal e nos centros de aglomeração populacional, como as grandes prioridades deste ano.

As crianças desamparadas são acolhidas
Fotografia: Jornal de Angola

O Instituto Nacional da Criança (INAC) na província do Cunene definiu o reforço e a expansão das redes de protecção de menores a nível municipal, comunal e nos centros de aglomeração populacional, como as grandes prioridades deste ano.
O director provincial da instituição, Hélder Vitorino dos Santos, disse que a intenção é dar resposta às necessidades da criança desamparada. Ao apresentar o plano de actividades para 2013, o responsável disse que a recolha de dados de rotina sobre o estado da criança na província e a divulgação dos instrumentos jurídicos de âmbito nacional e internacional referentes à protecção e defesa da criança são outras prioridades.
Hélder dos Santos salientou que a concretização destes objectivos implica um acompanhamento, principalmente na assistência social às crianças com problemas de saúde, falta de comida e de educação escolar. Estes desafios são difíceis de ser concretizados num curto espaço de tempo, mas a instituição que dirige vai envidar esforços para cumprir os planos. Quanto ao ano passado, salientou que foram realizadas mais de 96 campanhas de sensibilização junto das instituições estatais, privadas e em bairros residenciais, com o objectivo de esclarecer as famílias sobre os riscos que as crianças enfrentam no quotidiano, com destaque para os casos de violência, tráfico e exploração de menores. Para pôr termo a estes crimes contra criança, o INAC local prevê, entre outras medidas, criar um ficheiro de registo sobre os casos de violência e realizar o primeiro acampamento provincial de redes de protecção, com a participação dos representantes dos seis municípios da província.
Outra medida tem a ver com a necessidade de os pais registarem os filhos antes dos cinco anos de idade, o que permite a participação da criança na escola e noutros eventos de âmbito educativo.
Apesar da manifesta vontade por parte do sector para dar respostas claras aos problemas da criança, sobretudo a desamparada, o instituto provincial depara-se com carências de pessoal no seu quadro orgânico, lamentou Hélder dos Santos.
Existem ainda problemas com a falta de meios financeiros e de transporte, para a execução dos projectos e programas de iniciativas locais. Em função destas dificuldades, o INAC pediu ao Governo Provincial do Cunene para apoiar o projecto de construção, em todos os municípios, de centros de acolhimento de crianças órfãs e abandonadas em hospitais, vias públicas e noutros locais.

Tempo

Multimédia