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Instituto Médio de Ondjiva forma centenas de professores

Elautério Silipuleni| Ondjiva

Um grupo de 340 novos docentes terminaram com aproveitamento a 13ª classe no ano lectivo de 2009, no Instituto Médio Politécnico de Ondjiva, na província do Cunene, nas especialidades de Matemática/Física, biologia/Química, História/Geografia,  Língua Portuguesa e Educação.

O Instituto Médio Politécnico de Ondjiva está vocacionado para a formação de professores
Fotografia: Elautério Silipuleni

 
Um grupo de 340 novos docentes terminaram com aproveitamento a 13ª classe no ano lectivo de 2009, no Instituto Médio Politécnico de Ondjiva, na província do Cunene, nas especialidades de Matemática/Física, biologia/Química, História/Geografia,  Língua Portuguesa e Educação.
 
 Os novos professores, lançados para o mercado de trabalho pela instituição, foram formados no âmbito da reforma educativa que se implementou na província do Cunene há cinco anos.
A acção de formação teve a duração de cinco anos e foram ministradas matérias ligadas à pedagogia, técnicas de ensino e outros conhecimentos pedagógicos importantes para que um professor possa exercer a profissão de educador.
Estes dados foram anunciados pelo director da instituição, Hilário Sikalepo, quando fazia o balanço das actividades desenvolvidas pelo seu estabelecimento de ensino durante o ano de 2009.
Na ocasião, disse que os alunos que frequentaram a escola no ano lectivo transacto tiveram um aproveitamento positivo. Num total de 2.641 estudantes matriculados no ano lectivo de 2009, aprovaram 1.648, da 10ª à 13ª classe, num aproveitamento positivo na ordem dos 70 por cento, o que se deve, na sua opinião, ao empenho de alunos e professores.
Hilário Sikalepo espera que os estudantes que finalizaram o ensino médio ponham em prática os conhecimentos adquiridos durante a formação e trabalhem com toda a dedicação e espírito de bem servir a população angolana, particularmente da província do Cunene, tendo em vista a cobertura da rede escolar na região.
Defendeu também que os novos professores não se neguem a trabalhar nos diferentes pontos da província do Cunene, sobretudo naquelas áreas onde há um grande défice de professores com formação média.
 
    Perspectivas para 2010
 
Para este ano lectivo, Hilário Sikalepo anunciou existirem 162 vagas para os alunos que se matricularem pela primeira vez na 10ª, mas com prioridade para os professores que ambicionam concluir o ensino médio e que por várias razões não puderam fazê-lo antes.
“Estamos a dar prioridade aos professores, porque a instituição está vocacionada para formação de docentes e há a necessidade de os dotar de mais conhecimentos para o êxito das suas actividades diárias, e também porque muitos professores na província não têm o ensino médio concluído”, sublinhou.
O Instituto Médio Politécnico de Ondjiva conta com 97 professores, 53 dos quais são efectivos e 44 colaboradores, o que tem permitido o funcionamento normal da instituição. 
Segundo explicou o responsável, a direcção tem-se empenhado no sentido de fazer cumprir o regulamento e as leis da instituição, tanto por parte dos alunos, como dos professores, que são peças fundamentais para o bom desempenho da população estudantil.
 
    Muitas dificuldades
 
Hilário Sikalepo sublinhou que, apesar de ter um bom desempenho, a sua instituição tem enfrentado muitas dificuldades durante todos estes anos.
Apontou como um dos principais problemas que o estabelecimento tem encontrado a situação da disponibilidade dos colaboradores que leccionam na instituição.
 “Os nossos professores colaboradores têm causado uma série de problemas, porque eles são efectivos noutras empresas e nem sempre estão disponíveis para transmitirem conhecimentos aqui na escola.
Aparecem de vez em quando, o que por vezes não tem permitido o cumprimento do programa da instituição”, lamentou.
Apesar destes embaraços, reiterou que tudo tem sido feito para que  estas dificuldades sejam ultrapassadas, de modo a que os alunos não sejam prejudicados durante a sua formação académica.
Outra das dificuldades com que a escola se tem debatido é a dificuldade em encontrar quadros especializados para dar aulas práticas nos laboratórios existentes na instituição, o que dificulta a aprendizagem dos formandos em práticas laboratoriais.
“Temos três laboratórios, um para Física, um de Biologia e outro de Química, que estão bem equipados, mas não têm funcionado por falta de professores especializados e capazes em técnicas laboratoriais”, sublinhou
Disse ainda que com o desenvolvimento do país, e da província em particular, melhores dias virão e muitas coisas irão mudar para o bem-estar da camada estudantil da região do Cunene.  
O Instituto Médio Politécnico de Ondjiva não possui biblioteca escolar, salas de conferência e espaço desportivo para prática de aulas de educação física, o que impede a realização de certos eventos escolares.
 
  Ampliação da escola
          
      
Para resolver o problema da falta de alguns recursos, o instituto tem sido alvo de obras de ampliação, graças a um projecto do governo da província, com o objectivo de aumentar o número de salas de aula e dar melhor espaço de funcionamento à instituição em geral.
Nesse contexto, foi construído um edifício que dispõe de seis salas de aula, gabinetes para os directores e outros compartimentos administrativos, que vão permitir aumentar o número de alunos na instituição durante o presente ano lectivo.
 Com a construção destas salas, a escola, que já possuía dez salas de aula, passou a dispor de 16.
As obras de ampliação foram adjudicadas à empresa BMN, que executou o projecto em dois anos, estando nesta altura a ser feitos os últimos acabamentos.
O Instituto Médio Politécnico de Ondjiva existe desde 1994 e já formou milhares de professores e outros quadros que aplicam o seu saber em vários sectores a nível da província e do país.
Com a implantação este ano do ensino superior  na província, vários professores  vão poder prosseguir  os seus estudos.
     

 

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