Províncias

Integração social do grupo Khoisan

Dionísio David| Ondjiva

O Governo do Cunene vai dedicar-se seriamente à inserção na sociedade dos grupos sociais mais vulneráveis, como os khoisan e ovatuas, para melhorar as suas condições de vida e para que também possam dar o seu contributo no desenvolvimento socioeconómico do país.

Governo e parceiros sociais têm dedicado especial atenção aos grupos vulneráveis da região para melhorar a sua qualidade de vida
Fotografia: Arão Martins

A intenção foi comunicada em Ondjiva pelo governador António Didalelwa, que disse tratarem-se de grupos minoritárias que vivem nos seis municípios da província. Os khoisan, acrescentou, habitam nos municípios de Cuanhama, Namacunde, Ombadja e Cuvelai e os mutuas ou ovatua no Curoca e Cahama.
O governador da província do Cunene sublinhou que já há projectos para a sua efectiva participação na sociedade e explicou que a preocupação do Governo deve-se ao facto de se ter constatado que, de há um tempo a esta parte, pouca tem sido a atenção dada àqueles grupos, sobretudo no que respeita às suas condições alimentares e de habitabilidade, que considerou ainda precárias, comparadas com as dos outros grupos de origem bantu.
O grupo khoisan, por exemplo, para se alimentar recorre a frutos silvestres, pesca artesanal e caça, quando na condição de nómada, o que na opinião de António Didalelwa é uma situação que lhes cria sérios problemas, devido à escassez de meios de sobrevivência, situação que deve ser resolvida com a aplicação de projectos e acções concretas.
O governador informou que, no âmbito do plano de desenvolvimento do Governo Provincial para o período 2012/ 2017, estão contemplados projectos concretos que têm como objectivo enquadrar os referidos grupos no processo produtivo, através de associações e cooperativas agrícolas e de pesca.
No município do Curoca, a comunidade ovatua tem à sua disposição, desde 2013, uma lavra comunitária, onde produz vários produtos alimentares para o seu sustento. Em relação às péssimas condições que o grupo ainda enfrenta, nos domínios da assistência sanitária, ensino e habitação, dada a condição de serem grupos nómadas, o governador António Didalelwa informou estar na forja um conjunto de acções destinadas a melhorar as condições de vida e permitir que as comunidades possam também participar no processo de desenvolvimento da província, nas instituições estatais e nas escolas, sem discriminação, nem estigma. Estes projectos enquadram-se no programa de combate à pobreza dos grupos sociais desfavorecidas e vulneráveis, para uma melhoria sustentável do seu nível de vida.
Os referidos projectos, acrescentou, visam também incentivar e apoiar, de forma directa, a construção de moradias. Os projectos abrangem o acesso ao ensino obrigatório para as crianças.

Tempo

Multimédia