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Inundações impedem milhares de crianças de irem às aulas no Cuvelai e Cuanhama

Adelaide Mualimusi | Ondjiva

Ao todo, 5.800 alunos dos municípios do Cuvelai e Cuanhama não têm aulas por as salas terem sido inundadas pela água da chuva, disse, ao Jornal de Angola, o coordenador executivo da Comissão Provincial Executiva de Protecção Civil.

Ao todo, 5.800 alunos dos municípios do Cuvelai e Cuanhama não têm aulas por as salas terem sido inundadas pela água da chuva, disse, ao Jornal de Angola, o coordenador executivo da Comissão Provincial Executiva de Protecção Civil.
Joaquim António fez a revelação durante uma visita dos deputados da 4ª Comissão da Assembleia Nacional àquela localidade, onde se deslocaram para avaliar os estragos causados pela chuva.
Há o registo, afirmou, de 11 mil famílias desalojadas e de 425 lavras inundadas, o que significa que as populações não têm reservas alimentares nos próximos meses.
A distribuição de bens às populações da comuna da Mupa, município do Cuvelai, está a ser feita via aérea, por as estradas estarem intransitáveis.
“Os sinistrados estão alojados nas escolas e o Serviço de Bombeiros está a proceder à distribuição de roupas, alimentos e de tendas gigantes destinadas aos alunos que estão privados de assistir aulas”, declarou.

Vias intransitáveis

O governador provincial do Cunene, António Didalelwa, anunciou que a estrada que liga a comuna do Humbe ao posto fronteiriço de Calueque, destruída pelas cheias de quinta-feira, está cortada.
Os deputados da Assembleia Nacional visitaram, durante dois dias, os três centros de acolhimento.
Job Capapinha, que chefiou a comitiva, prometeu que o governo está a fazer esforços para construir as casas prometidas quando surgiram as primeiras cheias na província.
Os deputados tiveram a oportunidade de conhecer o terreno que o governo provincial do Cunene preparou para satisfazer as necessidades habitacionais dos sinistrados. Na zona está prevista a construção de escolas, centro de saúde, espaços de lazeres e mercados.
Job Capapinha lembrou que devido à crise económica e financeira não foi possível concretizar vários projectos do governo, como é o caso da construção de casas para sinistrados das cheias da província
Os deputados recomendaram a aceleração da intervenção do Gabinete de Avaliação das Infra-estrutura e de Regulação da Bacia Hidrográfica do Cuvelai, “a fim de dar resposta ao problema técnico estrutural da província”.

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