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Malária é a doença mais mortífera

Elautério Silipuleni | Ondjiva

O Hospital Geral de Ondjiva, na província do Cunene, registou durante o ano passado 677 óbitos e a malária foi a principal causa de mortalidade. O director da unidade hospitalar, Daniel Ricardo, este quadro deixa a autoridades sanitárias preocupadas já que houve um aumento de mortes em relação ao ano anterior.

Hospital Geral de Ondjiva que regista muitos casos principalmente a malária
Fotografia: Eulauterio Silipuleni

O Hospital Geral de Ondjiva, na província do Cunene, registou durante o ano passado 677 óbitos e a malária foi a principal causa de mortalidade. O director da unidade hospitalar, Daniel Ricardo, este quadro deixa a autoridades sanitárias preocupadas já que houve um aumento de mortes em relação ao ano anterior.
Daniel Ricardo diz que este quadro resulta de diversas enfermidades como malária, doenças respiratórias agudas, diarreias, agudas, HIV/SIDA, má nutrição, meningite, hepatite, tétano e hipertensão arterial.
O responsável do hospital disse que a tuberculose provocou 64 mortes dos 649 casos diagnosticados na unidade, mais 19 em relação ao ano de 2009, em que se registaram 442 casos com 45 mortos. Apontou o abandono de tratamento por parte de alguns pacientes como sendo a principal causa do aumento de casos de tuberculose no Hospital Geral de Ondjiva.
As pessoas mais necessitadas de tratamento deixam de procurar o hospital, situação que preocupa as autoridades sanitárias, visto que voltam apenas depois da doença se agravar. Defendeu que o Departamento Anti-Tuberculose deve fornecer equipamentos que permitam aos técnicos de saúde rastrear e tratar nas comunidades pessoas com tuberculose, de forma a erradicar a doença.
O Hospital Geral de Ondjiva registou 6.130 casos de doenças respiratórias, causando 67 mortes.
No que se refere às diarreias houve 5.322 casos, com sete mortes, mais 1.199 em relação o período anterior. De realçar também os 202 casos de hepatite com 11 mortes, 79 casos de má nutrição com 20 mortes, 75 de hipertensão arterial.
Mortos e seis casos de tétano neonatal. As mortes por malária no Hospital Geral de Ondjiva aumentaram consideravelmente no ano passado. Nesse período aforam diagnosticados 36.174 casos, dos quais 271 terminaram em óbitos.
Daniel Ricardo disse que a redução de casos de malária está ligada ao reforço de acções de prevenção e mobilização a nível das comunidades no uso de mosquiteiros e outras técnicas de prevenção.
Em relação ao VIH/Sida, disse que o Hospital Geral de Ondjiva registou 324 novos casos durante ano passado, mais um caso em relação a 2009, tendo causado 143 óbitos, menos 40 em relação ao ano anterior.
Daniel Ricardo informou também que o Hospital Geral de Ondjiva, em 2010, registou um elevado número de casos de meningite, notificando 103 casos que fizeram 24 mortes.
O Hospital Geral contou com a colaboração do programa de luta contra malária na região, através da rede jornalistas contra a patologia, que fez a distribuição de mosquiteiros e realizou palestras com o objectivo de alertar as pessoas para o perigo da doença.

Pacientes assistidos

Sessenta e nove mil e 674 pacientes foram assistidos durante o ano 2010, na secção de consultas externas, do Hospital Geral de Ondjiva, província do Cunene, menos 21.502, em relação ao ano de 2009, anunciou o director geral da instituição, Daniel Ricardo.
O responsável disse que a diminuição dos pacientes  deve-se ao facto de o sector ter realizado campanhas de sensibilização, informação e educação sobre os cuidados primários de saúde nas comunidades com apoios de organizações não governamentais sedeadas na região.
  “O ano passado trabalhamos arduamente com várias organizações não governamentais, ligadas ao sector de saúde, como também com entidades religiosas e tradicionais, para prevenções primárias e combate de várias doenças dentro das nossas comunidades”-frisou o responsável.

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