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Mapess aposta na formação dos jovens para um futuro melhor

Dionísio David| Ondjiva

Os centros de formação profissional e pavilhões de Artes e Ofícios localizados nos municípios de Cuanhama, Namacunde e Ombadja, na província do Cunene, prepararam tecnicamente mais de cinco mil jovens em diversas especialidades nos últimos dois anos.

Os centros de formação profissional e pavilhões de Artes e Ofícios localizados nos municípios de Cuanhama, Namacunde e Ombadja, na província do Cunene, prepararam tecnicamente mais de cinco mil jovens em diversas especialidades nos últimos dois anos.
A directora provincial da Administração Pública, Emprego e Segurança Social do Cunene, Rosa Maria Nasipweto, disse à reportagem do Jornal de Angola que nos últimos dois anos o sector que dirige dedicou especial atenção à formação profissional dos jovens com vista a obtenção do seu primeiro emprego, de modo a garantir um futuro melhor para essa camada da população.
Rosa Nasipweto sublinhou também que a formação tem sido igualmente direccionada aos funcionários do aparelho do Estado, no aperfeiçoamento das novas técnicas e na contínua requalificação. “As tecnologias de informação e as novas técnicas usadas em construções modernas, exigem dos funcionários públicos e dos jovens um elevado conhecimento, que passa por um processo contínuo de formação e requalificação”, justificou.
“Perante os desafios que se colocam ao país e em particular à província do Cunene, nesta fase de reconstrução nacional e do desenvolvimento, o MAPESS tem vindo a desempenhar um papel crucial na formação de jovens que entram pela primeira vez no mundo do emprego”, disse aquela responsável.
Nasipweto frisou que “a formação, quer dos funcionários, quer dos jovens, é um processo continuado, que se realiza em função das necessidades das empresas e dos desafios com que a província se vê confrontada”.

Centros de formação
profissional

O Cunene possui um total três pavilhões de artes e ofícios nos municípios de Cuanhama, Ombadja e Cuvelai, dois centros de formação profissional em Ondjiva e Namacunde, dos quais um de formação profissional e o outro é um centro integrado de emprego e formação profissional.
Só em 2010 foram formados mil e 341 jovens nas especialidades de informática, alvenaria, carpintaria, gestão de empresas, serralharia, marcenaria, electricidade, canalização e inglês.
Para 2011, estão inscritos mil 213 jovens de ambos os sexos, estando já matriculados 936 jovens para diferentes profissões.
“O crer da juventude e a sua determinação têm servido de apanágio para o MAPESS continuar a promover acções de formação com o objectivo de se criar mais empregos e assegurar que as empresas que vão necessitar de tal força de trabalho, a tenha nas melhores condições e em qualidade que garanta maior rentabilidade do trabalho”, disse Rosa Nasipweto ao falar da filosofia de trabalho dos centros de formação.

Administração Pública

A responsável do MAPESS deu a conhecer que a função pública local conta com nove mil 811 funcionários, dos quais quatro mil e 740 são homens e cinco  mil e 171 mulheres, distribuídos por seis municípios, sendo o Cuanhama com mais funcionários, com um total de dois mil 871, e o Curoca com menos trabalhadores: apenas com 484 funcionários.
No início deste ano foram feitos 82 pedidos de emprego, com a oferta de 64 e respectivas colocações.
O número de empresas estatais é de 625, na sua maioria sedeadas no município do Cuanhama, com 282, seguido de Ombadja, com 122, e com menos empresas está o Curoca, com apenas 13.

Inspecção-geral do trabalho

A directora do MAPESS afirmou que, apesar da melhoria registada na prestação de serviços ao público por parte das empresas estatais e privadas, a disciplina laboral continua ainda deficiente. “Basta olhar para o índice de infracções laborais que se vêm registando quase constantemente”, atirou. No último trimestre, disse, foram registados um total de 158 infracções laborais diversas, duas transgressões administrativas e nove conflitos laborais resolvidos e 11 não resolvidos. No mesmo período, disse, foram feitos 20 pedidos de intervenção e, no ano passado, mais de 103 pedidos de intervenção às entidades competentes, para dirimir conflitos e também dar resposta às transgressões administrativas.
Lembrou que grande parte dos conflitos laborais é registada nas empresas privadas, onde se verificam ainda violações sistemáticas aos contractos assinados entre empregadores e os trabalhadores, com despedimentos anárquicos constantes e não pagamento a tempo de salários, subsídios de férias, de maternidade e mesmo a garantia da segurança social para aqueles que já têm idade para a reforma.

Empresas privadas

Rosa Nasipweto fez saber que as empresas privadas desempenham um papel determinante pelo facto de estarem a absorver grande parte da força de trabalho, sobretudo jovens, tendo destacado a sua participação na construção de infra-estruturas económicas e sociais. É neste quadro que, disse, a direcção provincial do MAPESS tem procurado manter as relações de trabalho, através de um diálogo permanente com empregadores privados e também pelo facto dessas empresas estarem empenhadas na melhoria das condições de vida das comunidades e das famílias.
Existem no Cunene um total de 285 empresas privadas, que empregam um total de dez mil 815 trabalhadores jovens. A maioria das empresas instaladas são comerciais e de construção civil.
O município do Cuanhama lidera a lista, com 282 empresas e cinco mil trabalhadores, Cahama com 2 mil e 424 trabalhadores e 99 empresas, Ombadja com 122 empresas e mil 547 trabalhadores, com menos empresas está o município do Cuvelai, com apenas 49 e 344 empregados.

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