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Menores com deficiências aprendem a ler e a escrever

Domingos Calucipa | Ondjiva

Quinhentas e 87 crianças portadoras de deficiências estão matriculadas, no presente ano lectivo, em diferentes escolas do ensino especial dos municípios de Namacunde, Ombadja e Kwanhama, província do Cunene.

 

Quinhentas e 87 crianças portadoras de deficiências estão matriculadas, no presente ano lectivo, em diferentes escolas do ensino especial dos municípios de Namacunde, Ombadja e Kwanhama, província do Cunene.
De acordo com a responsável provincial da Educação Especial, Ana Bela Miguel, o ensino especial no Cunene tem vindo a dar passos positivos, a julgar pelo aumento do número de alunos de ano para ano.
Ana Bela Miguel, que falava por ocasião do segundo aniversário da Escola do Ensino Especial de Ondjiva, aberta a 16 de Junho de 2008, Dia da Criança Africana, referiu que o ensino especial na província existe há quatro anos.
A Escola, com três salas de aulas, tem matriculado, no presente ano lectivo, 187 alunos da iniciação a quarta classe, em dois turnos.
Ana Bela Miguel, que ocupa, também, o cargo de directora da escola do ensino especial de Ondjiva, disse que a instituição já não tem espaço para albergar mais alunos, situação que também priva os alunos de praticarem aulas de educação física.
Para saudar a data, a escola promoveu uma série de actividades desportivas, culturais e recreativas, onde várias crianças com deficiências fizeram desfilar o seu talento, no atletismo, na música, na dança e na poesia. A escola alberga crianças com deficiências mental, visual e auditiva. A directora referiu que muitas crianças com problemas mentais precisam de ser acompanhadas por um psiquiatra e um psicólogo. “Até ao momento não temos nenhum destes especialistas”, frisou.
“Isto obriga os pais a levarem-nas para a capital do país ou para a República da Namíbia para serem consultadas, porque as vezes têm comportamentos agressivos diante dos colegas e dos professores”, avisou.
A escola, também, debate-se com a falta de transporte, que na opinião da responsável, serviria para apoiar os alunos com deficiência visual.

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