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Metade das moradias estão concluídas

Dionìsio David| Cunene

O administrador municipal de Namacunde, Apolo Ndinoulenga, anunciou ao Jornal de Angola que 100 das 200 casas do projecto habitacional para esta localidade já estão concluídas e prontas a serem entregues aos seus proprietários.

Na sede do município decorrem obras de construção de dezenas de casas destinadas à juventude e outras estão já concluídas
Fotografia: Jornal de Angola

Apolo Ndinoulenga indicou que as restantes casas devem estar concluídas até final deste ano.
O administrador, ao confirmar o “bom andamento” dos projectos de construção de moradias sociais em várias localidades do município, referiu que das acções em curso, o programa nacional de habitação, de subordinação central, é o que mais avanços registou, como resultado do empenho dos empreiteiros envolvidos.
“Na sede do município decorrem obras de construção de 40 casas destinadas à juventude e outras dez casas, já concluídas, para os funcionários públicos”, adiantou Apolo Ndinoulenga, acrescentando que na localidade de Okawe, comuna do Chiede, estão a ser erguidas 50 casas evolutivas, igual número na povoação de Ounongue, um posto médico e uma esquadra da Polícia Nacional.
O administrador de Namacunde disse que na povoação de Santa Clara, fronteira com a Namíbia, está em conclusão uma escola primária de 12 salas e outra com 24, na sede municipal, no âmbito de uma parceria entre UNICEF e o Governo Provincial do Cunene, para atender o elevado número de crianças fora do sistema normal de ensino. As autoridades de Namacunde estimam que cerca de cinco mil crianças estejam fora do sistema de ensino devido à falta de escolas. A seca e a fome que assolam várias localidades do município também desviam grande número de crianças para a pastorícia. Na povoação de Ounongue existe apenas uma ­escola primária de duas salas de aulas, o que levanta sérias dificuldades para os professores devido ao elevado número de alunos. “Neste ano lectivo foram matriculados 2.150 alunos da iniciação à quarta classe”, disse o administrador da povoação, Nicolau Ndoyolononha, notando que estão disponíveis apenas 20 professores, acomodados numa única residência com três quartos.
Nicolau Ndoyolononha referiu que, devido à falta de escolas, muitas famílias de Ounongue, no marco 16, recorrem ao território namibiano, onde também procuram assistência médica. Defendeu, por isso, a construção de mais escolas primárias ao longo da fronteira com a Namíbia para a­tender as comunidades.
O administrador municipal lamentou o estado das vias de acesso às diversas localidades de Namacunde e garantiu que existe um plano para a sua reabilitação, em 2014. “Numa primeira fase está prevista a abertura de alguns troços de ligação entre a comuna do Chiedi e Omuluga Washikongo Cuangar, para superar vários obstáculos nas chanas e regiões arenosas”, referiu Apolo Ndinoulenga.
Anunciou a ampliação e modernização do mercado municipal de Namacunde que passa a contar com serviços especializados.

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