Províncias

Milhares de cabeças de gado são vacinadas no Cunene

Dionísio David | Ondjiva

Mais de 3.500 cabeças de gado bovino foram vacinadas durante a semana passada na localidade de Oihole, município de Namacunde, no Cunene, durante a primeira fase da campanha de vacinação contra a febre aftosa.

As autoridades da província do Cunene estão empenhadas no combate à doença que causou a morte de milhares de animais no ano passado
Fotografia: Venâncio Amaral | Ondjiva

O chefe do Instituto dos Serviços de Veterinária do Cunene, Estêvão Camalanga, disse ontem ao Jornal de Angola que as autoridades locais estão empenhadas no combate à doença, que causou a morte de milhares de animais no ano passado, em diferentes localidades da província.
O médico veterinário afirmou que para estancar a doença foram tomadas medidas de contenção, profilaxia e de vigilância, que numa primeira fase abrangeram as províncias do Cunene e Cuando Cubango.
Na província do Cunene, os primeiros sinais da febre aftosa foram diagnosticados em meados do ano passado na comuna do Cubati, município do Cuavelai, com 18 casos, em que houve pronta intervenção dos serviços de veterinária e o consequente controlo da doença.
Camalanga afirmou que no âmbito do controlo e combate à febre aftosa foram alargadas acções de vacinação ao longo da fronteira com a Namíbia, porque foi no Norte daquele país que se detectaram os primeiros casos positivos da doença.
Das 12 mangas de vacinação instaladas num raio de 30 quilómetros de fronteira entre os dois países, sete estão em funcionamento e outras aguardam pela criação de condições técnicas e humanas.
O chefe dos serviços de veterinária referiu que neste momento as acções do seu sector estão viradas para a fiscalização e controlo da circulação de animais ao longo da fronteira, de modo a prevenir o surgimento de eventuais casos.

Adesão às mangas de vacinação />
Estêvão Camalanga mostrou-se satisfeito com a adesão dos criadores de gado às mangas de vacinação, o que está a permitir a erradicação da doença.
Desde o surgimento da doença, em meados do ano passado, foram realizadas três campanhas de vacinação de gado, que envolveram mais de 18 mil animais, com realce para a comuna de Cubati, considerada o epicentro do surto. Em relação aos derivados de leite, o responsável adiantou que já foi levantada a proibição da entrada no país de produtos como iogurtes, queijo, manteiga, entre outros.

Carne e seus derivados

A carne e seus derivados continuam proibidos de entrar em Angola, até que for determinado o fim do surto, tendo apelado à população a ter calma e compreensão, face às restrições ainda impostas a alguns produtos importados, a partir da Namíbia. O médico disse que há três anos que não são realizadas campanhas de vacinação contra doenças, como peripneumonia contagiosa bovina, carbúnculo sintomático e dermatite nodular, devido à falta de vacinas. O governo está a trabalhar no sentido de o mais depressa possível conseguir vacinas e poder promover campanhas de vacinação contra as doenças, pelo que pediu maior compreensão por parte dos criadores.
Estêvão Camalanga aconselhou os criadores  a procurarem os serviços veterinários para receberem conselhos técnicos sobre eventuais surtos que possam surgir nos animais, bem como recorrerem às farmácias.

Tempo

Multimédia