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Morgue do Hospital necessita de espaço

Elautério Silipuleni e Paulino Capusso | Ondjiva

A morgue do Hospital Geral de Ondjiva, Cunene, está a debater-se com problemas de superlotação, devido ao número de mortes que a unidade hospitalar tem registado.

Vista parcial da cidade de Ondjiva onde existe apenas uma morgue em funcionamento
Fotografia: Jornal de Angola

A morgue do Hospital Geral de Ondjiva, Cunene, está a debater-se com problemas de superlotação, devido ao número de mortes que a unidade hospitalar tem registado.
O director administrativo daquela unidade sanitária, Bernardino do Nascimento, disse na quarta-feira ao Jornal de Angola que a morgue possui seis gavetões mas muitas vezes são obrigados a duplicar ou triplicar o número de cadáveres por gavetão. Além do aumento de mortes no hospital, a superlotação que se verifica deve-se ainda ao facto de ser a única casa mortuária em funcionamento na província do Cunene.
Para fazer face a esta situação e pressionar as famílias a retirarem os corpos dos seus familiares, criou-se uma política de comparticipação, para manter os cadáveres na morgue. “A superlotação é causada por familiares que levam muito tempo até conseguirem levar os cadáveres e também por casos em que os corpos têm de ser transladados para outros pontos, para se realizar o funeral”, explicou Bernardino Nascimento.
Segundo explicou, a casa mortuária não representa perigo para a saúde das populações que vivem próximo dela, porque existem produtos e pessoal técnico capazes de manter a conservação dos corpos.
Por outro lado, considerou ser necessário criar cultura empresarial no sector das casas mortuárias. “Assim como acontece com as farmácias, laboratórios e agências funerárias, também os empresários podiam muito bem investir na construção de morgues a nível da província, tendo em conta que o Governo dá essa abertura”, especificou.

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