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Mucope com novas infra-estruturas sociais

Elautério Silipuleni | Mucope

A vida na comuna do Mucope, município de Ombadja, província do Cunene, está a voltar à normalidade, segundo o administrador Altino dos Santos Ngandavila.

Das obras em curso na comuna de Mucope destaque para a construção de escolas e moradias para os funcionários públicos
Fotografia: Elautério Silipuleni

Em tempos idos, muitos não faziam ideia da existência da região, dada a sua localização geográfica e por ser uma terra onde a guerra quase nada poupou, dificultando os acessos.
Hoje, a população reconhece os avanços que a comuna está a ter e o quão fácil se tornou viajar até àquelas terras. Na região estão em curso diversas acções de impacto social, como a construção de infra-estruturas e o surgimento de projectos no sector da agricultura, como o de produção de arroz e da cana-de-açúcar.
Com uma população estimada em 61.905 habitantes, espalhados em diferentes aldeias, Mucope possui oito unidades sanitárias, 42 escolas, entre as quais 30 de construção definitiva, para um universo de 11. 276 alunos, do ensino primário, primeiro ciclo e segundo ciclo.
O administrador disse que são necessárias mais escolas e professores para inserir 3.521 crianças que ainda se encontram fora do sistema de ensino.
A construção de um posto médico, escola do primeiro ciclo, residência para o administrador comunal, sistemas de captação, tratamento e distribuição de á­gua em todas as povoações e aldeias, assim como de casas sociais constam dos projectos em curso na comuna de Mucope, para satisfação dos habitantes que vêem novas infra-estruturas a surgir quase todos os dias.
  A grande preocupação das autoridades tem a ver com as péssimas condições das estradas que ligam a sede da comuna às povoações e aldeias, que dificultam as trocas comerciais.O administrador garantiu que assim que forem criadas as condições, o troço Chiulo/Maquete vai ser reabilitado. Neste momento, decorrem trabalhos de desminagem.

Produção agrícola

A região é rica em produtos como arroz, milho, feijão, mandioca, ginguba, cana-de-açúcar e hortícolas. É notória a abertura de mais lojas, cantinas, lanchonetes e outros serviços que permitem aos habitantes da localidade, antes considerada de difícil acesso, adquirir facilmente bens materiais e de consumo.
“Houve um avanço significativo no comércio, os agricultores que beneficiaram de crédito automóvel ajudam a fazer com que a vida das populações da nossa comuna se torne mais dinâmica”, referiu o administrador.
Na comuna, estão a ser implementados dois projectos do Governo Provincial de grande dimensão ligados ao cultivo de arroz na povoação de Maquete, com uma área de cultivo de mais de três mil hectares, e outros milhares de hectares para a produção de cana-de-açúcar. Estes pro­jectos já começaram a surtir ­efeito no seio da população do Mucope e grande parte da mão-de-obra é de jovens residentes na circunscrição.
“São cerca de 3.500 jovens a trabalhar no projecto de cultivo de arroz e de cana-de-açúcar”, disse o administrador.   A comuna é iluminada por um grupo gerador de 120 kvas, que funciona das 18h00 à meia-noite. O abastecimento do combustível e a sua manutenção dependem da Administração Municipal.
A sede da vila do Mucope tem igualmente água canalizada, bombeada através de um sistema de irrigação para os tanques de distribuição às populações. Altino Ngandavila disse existir ainda muito trabalho por se realizar no sector de fornecimento de água às populações, porque os sistemas que estão a ser abertos ainda são insuficientes.
A presença de uma operadora de telefones móveis já se justifica na comuna, tendo em conta o desenvolvimento que ela tem nos últimos tempos, referiu.

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