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Novos transportes públicos estão a encurtar as distâncias

Elautério Silipuleni | Ondjiva

Os autocarros distribuídos à província do Cunene, no quadro do programa nacional de melhoria da rede de transportes públicos, continuam a facilitar a circulação de pessoas e bens, três meses após entrarem em circulação.

Os autocarros distribuídos à província do Cunene, no quadro do programa nacional de melhoria da rede de transportes públicos, continuam a facilitar a circulação de pessoas e bens, três meses após entrarem em circulação.
O Governo contemplou o Cunene com 88 autocarros para o transporte público intermunicipal, peri-urbano, urbano e interprovincial, que são geridos por seis empresas: os meios estão a ser geridos pelas empresas nacionais “Cunene Valey Transportes Lda”, “Otchietekela”, “Jomabarte Lda”, “Casa Fraz”, “Tsa Lda” e “Organizações Bauloca”.
Para o melhor aproveitamento dos autocarros e de serviços aos passageiros foram definidas rotas obrigatórias de acesso às escolas e centros de trabalho e às vias que ligam a fronteira da Santa Clara e o interior da província.
A directora provincial dos Transportes, Correios e Telecomunicações anunciou o início, nos próximos dias, das carreiras inter-provinciais.
Os autocarros para as rotas provinciais, referiu, ainda não entraram em circulação devido a falta de formalização de certos documentos necessários para o exercício da actividade. 
Maria de Fátima Ndilipo considerou importante a entrada, em funcionamento, destes autocarros para a circulação de pessoas e mercadoria em melhores condições.
Os autocarros estão a prestar serviços nas rotas municipais Ondjiva/Namacunde, Ondjiva/­Cuvelai, Ondjiva/Xangongo, Ondjiva/­Kahama, e comunais Ondjiva/Santa-Clara, Môngua, Evale e para os marcos 9 e 12.

       População aplaude
 
 A população do Cunene considera “cómodas e baratas” as viagens de autocarro nas rotas peri-urbanas, urbanas e intermunicipais, iniciadas em Setembro, e aplaude a aposta do Governo.
Fernanda Susana, de 43 anos, ao viajar na rota Ondjiva/Xangongo, lembrou com muita saudade o tempo em que era empregada doméstica na província do Huambo, onde o transporte principal na altura era o autocarro, e que se pagava um preço acessível para todos níveis sociais.
 Hoje, depois de muitos anos na província do Cunene, dona Fernanda Susana voltou a viajar de autocarro de Ondjiva para o Xangongo, onde vive e faz negócio, numa deslocação que lhe custa 250 kwanzas, menos 350 em relação à corrida de táxi.
António Ventura trabalha em Santa Clara e também considerou agradável andar de autocarro e pagar um preço acessível, mas apela aos fiscais a terem maior cuidado para evitar a transportação de bagagens com mau cheiro, líquidos e outros produtos para conservar o bom clima existente no interior do transporte.

Preços  por viagem

O preço por viagem nas várias rotas da cidade de Ondjiva é de 30 kwanzas. Para Santa Clara a viagem custa 100, contra os 200 cobrados pelos taxistas, enquanto que para Xangongo e Cahama cobra-se por pessoa 250 e 1000, respectivamente.
Os estudantes também ganharam muito com a circulação dos transportes públicos. Agora estão encurtadas as distâncias e os constantes atrasos nas aulas por falta de táxi. Os meios circulam de segunda a segunda, num horário que vai das 7h00 às 22h30.

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