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Obras na estrada estão demoradas

Elautério Silipulene |Ondjiva

O vice-ministro do Planeamento, Gualberto Lima Campos, disse quinta-feira, no Cunene, que o empreiteiro a quem foi adjudicada a reabilitação do troço Humbe/Cahama, na estrada nacional 105, que liga as cidades de Ondjiva e Lubango, está incapacitado para a execução do projecto.

Vice ministro do Planeamento visitou as obras da estrada Humbe-Cahama e concluiu que o empreiteiro está incapacitado
Fotografia: Celautério Silipuleni| Ondjiva

O vice-ministro do Planeamento, Gualberto Lima Campos, disse quinta-feira, no Cunene, que o empreiteiro a quem foi adjudicada a reabilitação do troço Humbe/Cahama, na estrada nacional 105, que liga as cidades de Ondjiva e Lubango, está incapacitado para a execução do projecto.
Lima Campos, que falava após ter percorrido cerca de 65 quilómetros do referido troço, manifestou-se indignado com o que viu, afirmando que a solução passa agora pelos órgãos centrais, para tomada de medidas.
“Acreditamos que, em coordenação com o governo da província, vamos poder dar resposta a este problema que aqui encontramos”, disse.
O governante referiu que os trabalhos estão atrasados 14 meses, o que significa que o empreiteiro não está a cumprir com o contrato que assinou, “por isso medidas sérias vão ser tomadas”.
Lima Campos garantiu que esta questão vai ser analisada a nível central, visto que existem várias alternativas para uma solução definitiva.
“O empreiteiro demonstra que não tem capacidade para realizar os trabalhos para os quais foi contratado”, afirmou.
Realçou também que o atraso na execução desta obra representa custos elevados para a economia, visto que é uma via bastante importante, que constitui um corredor de ligação entre Angola e os demais países da SADC.

Empreiteiro justifica-se

O responsável da empresa TSE, encarregue da execução da obra, Fernando Abreu, disse que os trabalhos não iniciaram até ao momento porque falta fazer a linha poligonal da topografia, que dá acesso ao eixo da estrada. “A fiscalização já está a trabalhar na abertura e logo que estiver concluída iniciam as obras”, justificou Fernando de Abreu.
A nossa reportagem constatou que as máquinas que a empreiteira possui encontram-se, na sua maioria, em estado obsoleto, mas Fernando de Abreu garantiu que as mesmas já foram utilizadas em anteriores projectos. Assegurou que a empresa está para receber novos meios dentro de dias, para a substituição dos antigos.

Camionistas agastados

É constante encontrar um camião avariado no troço Humbe/Cahama, atendendo o estado em que se encontra aquela via, de elevada importância para o país e para a região.
Os buracos são imensos e danificam as viaturas, principalmente os camiões, com constantes quebras de molas e outros acessórios, provocando a chegada tardia das mercadorias ao destino.
O camionista Mateus Bolica, que também utiliza a estrada há bastantes anos, referiu que o actual estado do troço tem lhe causado muitos prejuízos, visto que é obrigado a fazer mais tempo de viagem por causa dos buracos e das avarias.
O camionista apelou as autoridades no sentido de pressionarem o empreiteiro de forma a acelerar os trabalhos de reabilitação da via.
Nesta estrada circulam diariamente mais de 200 camiões provenientes da Namíbia e África do Sul com destino a vários pontos do país e vice-versa.
Financiada pela União Europeia, através do programa indicativo regional da CE/SADC e orçada em 25 milhões de euros, a reabilitação da estrada Humbe/Cahama, numa extensão de 87 quilómetros, foi adjudicada, em Setembro do ano passado, à empresa portuguesa TSE, com o objectivo de asfaltar a via num curto espaço de tempo. A estrada está projectada para uma largura de 12 metros, sendo nove para as duas faixas de rodagem e três para as bermas.
O troço está inserido no principal eixo rodoviário Santa-Clara/Lubango, com cerca de 426 quilómetros, constituindo um importante corredor de ligação entre Angola e outros países vizinhos.

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