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Ondjiva e Namacunde estão sem luz por avaria em subestação na Namíbia

A cidade de Ondjiva, a vila de Santa Clara e a sede municipal do Namacunde estão privadas do fornecimento de energia eléctrica desde terça-feira devido a uma avaria na subestação de Onuno, na República da Namíbia, que abastece parte da província do Cunene.

Grande campanha de vacinação está a ser realizada no Cunene pelos Serviços de Veterinária
Fotografia: Jornal de Angola

A cidade de Ondjiva, a vila de Santa Clara e a sede municipal do Namacunde estão privadas do fornecimento de energia eléctrica desde terça-feira devido a uma avaria na subestação de Onuno, na República da Namíbia, que abastece parte da província do Cunene.
Segundo uma nota da Direcção  da Empresa Nacional de Electricidade (ENE), citada pela Angop, esforços estão a ser feitos pelos técnicos da empresa de electricidade namibiana “Nampower” para solucionar o problema o mais depressa possível.
 “Já foi notificada a partir da Namíbia a empresa Nampower, encarregada da manutenção da subestação e a qualquer momento o problema pode estar resolvido”, refere o documento da empresa angolana de electricidade.
 A cidade capital do Cunene não tem fonte alternativa para o abastecimento de energia, cujo fornecimento é assegurado a partir da República da Namíbia, através de um acordo de cooperação transfronteiriça angolano-namibiano, que visa a melhoria do fornecimento e distribuição de energia eléctrica às localidades de Ondjiva, Santa Clara e Namacunde.
As cheias que assolam nos últimos dias uma parte da província do Cunene estão a dificultar o andamento da campanha de vacinação de gado bovino em curso desde finais do mês passado.
Segundo o chefe dos Serviços de Veterinária do Cunene, Estêvão Kamalanga, desde o início da campanha, em Fevereiro, as brigadas atravessam dificuldades de circulação nas localidades devido às cheias dos rios e outros cursos das águas. “A nossa agenda previa vacinar nos arredores de Ondjiva, mas devido ao difícil acesso das vias não foi possível. Vamos aguardar até que a água diminua”, disse Estêvão Kamalanga. As comunas do Evale, Nehone e Oshimolo, no município do Cuanhama, e algumas localidades do Cuvelai fazem parte das áreas de difícil circulação. Durante o mês de Abril, os Serviços de Veterinária vai levar a cabo no município do Cuvelai e outras localidades da região que têm as mangas de vacinação inundadas, uma campanha de exclusiva para recuperar tempo perdido.
A campanha conta com apoio do projecto Sanga na formação de técnicos, meios de transporte e recursos financeiros destinados a reabilitar as infra-estruturas danificadas pelas chuvas e materiais de uso veterinário e prevê vacinar 620 mil cabeças de gado e 25 mil caninos, contra a peripneumonia, o carbúnculo e dermatite.
O chefe dos Serviços de Veterinária apontou as comunas do Mucope, no município do Ombandja, e Canganda, no Cuvelai, como localidades endémicas da região, e que precisam com urgência de uma intervenção com medidas profilácticas para a redução dos casos de doença. Nos próximos dias prevê-se a formação de novos técnicos de pecuária.

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