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Ondjiva sem energia eléctrica nem água

Domingos Calucipa| Ondjiva

Ondjiva e as vilas de Namacunde e Santa Clara, no Cunene, estão privadas do fornecimento de energia eléctrica desde as primeiras horas de segunda-feira, em consequência da queda de cabos da nova linha de alta tensão, que abastece as três localidades a partir da Namíbia.

Governador responsabiliza a empresa namibiana por ter prestado um mau serviço
Fotografia: Domingos Calucipa| Ondjiva

Ondjiva e as vilas de Namacunde e Santa Clara, no Cunene, estão privadas do fornecimento de energia eléctrica desde as primeiras horas de segunda-feira, em consequência da queda de cabos da nova linha de alta tensão, que abastece as três localidades a partir da Namíbia.
O incidente, que afectou cinco postos no percurso de um quilómetro entre Ondjiva e Namacunde, deu-se por volta das 7h00 de segunda-feira, quando os isoladores que suportam os cabos se desintegraram, sem que sofressem qualquer acção que o justificasse.
O governador António Didalelua e os directores da Empresa Nacional de Electricidade (ENE) e da Energia e Águas deslocaram-se ao local para avaliarem a situação, que concluíram ser grave.
Inaugurada em Dezembro, a nova linha, que parte da localidade de Onhuno, na Namibia, foi construída para reforçar o fornecimento de electricidade à cidade e outras localidades, no âmbito de um protocolo assinado entre os governos dos dois países, uma vez que a primeira linha de média tensão já não suportava a quantidade de energia necessária.
O director da ENE, Silvestre Olim, disse que a construção da linha esteve a cargo da empresa namibiana Clinton, à qual foi comunicada a situação, logo após a ocorrência da avaria. “Comunicámos por telefone, enviámos as imagens do incidente por internet e os responsáveis da empresa prometeram dar solução à situação”. António Didalelua atribuiu a responsabilidade à empresa namibiana, por considerar um serviço de má qualidade e no qual foi empregue material de péssima qualidade, particularmente os parafusos que ligam os isoladores dos postos. “É inadmissível que em menos de um mês uma obra inaugurada apresente problemas”.
A obra está dentro dos prazos de garantia, daí o representante máximo da província ter solicitado aos responsáveis da ENE para fazerem todas as diligências junto da empresa namibiana, para que a normalidade seja reposta o mais rápido possível.
Ondjiva não tem qualquer fonte alternativa para cobrir este tipo de situação, mas tudo indica que dentro de três meses isso vai mudar, quando ficar concluída a construção da central térmica, composta por três grupos geradores com capacidade para gerar quatro megawatts cada, conforme garantiu o governador.

As graves consequências

Na sequência da crise de energia que afecta a cidade, a falta de água para consumo da população também já está a fazer-se sentir. Os furos de onde é retirada a que abastece o centro e arredores, através de cisternas, não estão a funcionar por falta de energia.
A população está a recorrer a poços e a água consumida não é da boa qualidade.

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