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Operadoras aconselhadas a cumprir as normas

Dionísio David| Ondjiva

A directora provincial dos Transportes no Cunene mostrou-se preocupada com alguns operadores que prestam serviços à população sem cumprirem as normas exigidas, como, por exemplo, a criação de parques de estacionamento.

A província do Cunene adquiriu no ano passado dezenas de autocarros no quadro do progranma de melhoria dos transportes públicos
Fotografia: Dombele Bernardo

Maria de Fátima Ndilipo disse ao Jornal de Angola que foi elaborado um novo plano de trabalhos para este ano, que vai envolver os serviços de fiscalização. O objectivo é estabelecer novas regras sobre a gestão dos transportes públicos, com vista a prestarem um serviço de qualidade à população.
O responsável disse que em 2008 a província do Cunene recebeu 80 autocarros do Ministério de tutela, no quadro do programa de melhoria dos transportes públicos. Apenas 15 destes meios estão operacionais. Os restantes encontram-se paralisados.
Maria Ndilipo defendeu a reabilitação urgente das estradas do interior da província, em particular dos troços Ondjiva/Cuvelai, Ondjiva/Nehone, Cafima/Oshimpolo e Namacunde/Chiede, que registam maior movimento na circulação de pessoas e mercadorias.
Alguns operadores queixam-se da grande frequência de táxis não convencionais nas rotas por si exploradas, mas a directora Maria Ndilipo salientou que esta situação não constitui dificuldade, porque os operadores devem estar preparados para enfrentar a concorrência e prestarem um serviço de qualidade aos utentes.
Na província do Cunene operam quatro empresas de transportes, uma no município de Ombadja e três no Cuanhama, além de uma associação de táxis que presta serviços personalizados.

Venda de álcool

Os membros do Conselho Provincial de Auscultação e Concertação Social do Cunene recomendaram às Administrações Municipais e Comunais promoverem um maior controlo e fiscalização dos estabelecimentos comerciais que vendem bebidas alcoólicas no meio rural.
A medida tem como objectivo combater o consumo excessivo de bebidas alcoólicas no seio das comunidades rurais, uma situação que tem contribuído para o aumento da sinistralidade rodoviária, abandono escolar e casos de violência doméstica.
O encontro, orientado pelo governador do Cunene, António Didalelwa, recomendou ainda a adopção de medidas administrativas e responsabilização dos pais e encarregados de educação que permitem que as crianças consumam bebidas alcoólicas.
Os participantes concluíram que os estabelecimentos comerciais da região, além da venda de bebidas alcoólicas, devem incluir outros bens de consumo, como alimentos, vestuários, inputs agrícolas e materiais didácticos.
Durante a sessão do Conselho  de Auscultação e Concertação Social, foi estabelecido o horário de funcionamento dos estabelecimentos comerciais no meio rural, que passa a ser das 12h00 às 20h00, nos dias úteis.

*Com Adelaide Mualimusi

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