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Parteiras tradicionais prestam assistência

Parteiras tradicionais estão a assegurar a assistência primária às mulheres grávidas residentes no meio rural do município de Ombadja, província do Cunene, informou o director municipal da Saúde.

Parteiras têm participado permanentemente em acções de formação ligadas a consultas pré-natais e cuidados pós parto no meio rural
Fotografia: kindala Manuel

Luís Salvador disse à Angop que as terapeutas tradicionais têm contribuído na melhoria da assistência à saúde materna e consequentemente na redução da mortalidade neo-natal nas comunidades rurais onde não existem unidades sanitárias.
As parteiras tradicionais têm acompanhamento do sector da Saúde, com acções de distribuição de kits de trabalho, bem como da sua capacitação permanente em matérias ligadas a consultas pré-natais, corte vertical e cuidados pós-parto.
Durante o ano de 2014, o sector da Saúde registou 20 partos, todos com sucesso, realizados por parteiras tradicionais nas comunas de Xangongo, Humbe, Mucupe, Naulila e Ombala-yo-Mungo.

Sistema de saúde

A aplicação desde 2006 do Programa de Revitalização do Sistema Nacional de Saúde a nível municipal permitiu melhorar a assistência sanitária às populações do município de Ombadja, que conta actualmente com 39 unidades sanitárias, mais 11 em relação a 2007. Luís Salvador referiu que as melhorias registadas destacam-se também no aumento do pessoal, aquisição de fármacos e na redução da mortalidade materno-infantil.
O aumento do número de infra-estruturas sanitárias está a permitir que os habitantes, com destaque para os das zonas rurais, tenham acesso a assistência médica e medicamentosa sem ter de percorrer longas distâncias. Com a descentralização dos serviços de saúde, referiu, deu-se outra dinâmica na aquisição de medicamentos e outros materiais gastáveis, para evitar as roturas dos stocks nas farmácias, bem como o apetrecho das redes sanitárias com cadeias de frio e outros equipamentos.
O director da saúde lembrou que os ganhos obtidos permitiram a redução da mortalidade materna e infantil para cinco por cento em 2014, comparativamente ao ano de 2013, bem como dos casos registados de malária, de 14.860 de 2013 para 11.061 em 2014. O sector  é assegurado por 14 médicos e 255 enfermeiros, entre técnicos.

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