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Passageiros contra a superlotação nos táxis

Domingos Calucipa | Ondjiva

Passageiros que frequentam a via Ondjiva/Xangongo, de 97 quilómetros, na província do Cunene, queixam-se do excesso de lotação nos táxis, um comportamento que há muito põe em perigo várias vidas humanas.

Fotografia: Jaimagens | fotógrafo

Vários turismos são vistos todos os dias com sete a oito passageiros, a saírem da cidade de Ondjiva para a vila de Xangongo e vice-versa, quando deviam transportar apenas cinco pessoas, sendo duas a frente, incluindo o motorista, e três no assento de trás.
Hilária Bernardo, uma jovem residente em Ondjiva e que se desloca com frequência à cadeia do Peu-Peu, situada depois da vila de Xangongo, disse ao Jornal de Angola que os taxistas que fazem serviço naquela via desrespeitam os passageiros, ao carregarem até ao extremo, e quando o passageiro reivindica eles mandam descer. “Os passageiros viajam muito apertados, porque eles carregam duas pessoas no banco de passageiro da frente e quatro ou cinco atrás”, desabafou Hilária Bernardo, para quem a Polícia devia criar fiscalização na via.
A sobrelotação de passageiros é praticada também nos hiaces, vulgo quadradinhos, que transportam mais de dezanove passageiros, quando o veículo tem capacidade para quinze lugares.
O director de Comunicação Institucional e Imprensa do Comando Provincial da Polícia Nacional,  intendente Nicolau Tuvecalela, garantiu que dentro de dias vai-se convocar um encontro com os taxistas para sensibilizá-los no sentido de mudarem de comportamento.

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