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Penitenciárias apostam na modernização

Elautério Silipuleni | Peu-Peu

O director dos Serviços Prisionais na província do Cunene afirmou na semana finda, no complexo prisional do Peu-Peu, município de Ombadja, que os serviços penitenciários estão fortemente apostados na modernização e humanização dos serviços.

Uma das grandes apostas dos serviços prisionais é a inserção dos presos no sistema de ensino que facilita a sua reintegração na sociedade
Fotografia: João Gomes

Carlos Gomes Major, que falava no acto que assinalou o 35º aniversário dos serviços prisionais, disse que a modernização permite que o processo de reinserção social dos reclusos ganhe outra dinâmica e conheça uma nova era, rumo à humanização dos prisioneiros.
Actualmente está em curso na província o processo de recuperação e inserção dos presos, com a construção de novas cadeias e outras infra-estruturas afins.
Carlos Gomes Major reconheceu haver superlotação na cadeia do Peu-Peu, o que não permite a compartimentação adequada da população penal, advindo daí outros problemas, como a falta de cozinha adequada, meios de transportes de carga, água potável e iluminação, o que dificulta a vigilância no período nocturno.
Embora esteja em curso a construção do novo estabelecimento prisional, com capacidade de 1.500 reclusos, a gestão é ainda complicada, tendo em conta a superlotação e o avançado estado de degradação das actuais estruturas, referiu.
A data comemora-se numa altura em que o Governo está empenhado na criação de condições de habitabilidade, alimentação, saúde dos reclusos e condições sociais, salientou Carlos Gomes Major, para quem a conclusão da nova unidade prisional do Peu-Peu vai colmatar os problemas de superlotação da cadeia, por ter maior capacidade para a acomodação dos  reclusos.
Construída na década 50, as instalações apresentam fissuras e uma parte do tecto desabada, o que permite a penetração de água no seu interior. O novo estabelecimento penitenciário tem três naves e ocupa uma área equivalente a seis campos de futebol.
Vai dispor de lavandaria, sala de visitas, refeitórios e serviços administrativos, alguns dos quais a actual estrutura não possui.
A grande aposta da direcção dos serviços penitenciário do Peu-Peu é o enquadramento dos reclusos no processo de ensino. Actualmente, 255 presos frequentam aulas da  1ª à 9ª classe.

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