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Pesca em lagoas melhora a dieta

Elautério Silipuleni| Ondjiva

A pesca artesanal com o uso de redes mosquiteiros e outros meios aumentou nos últimos tempos na cidade de Ondjiva e noutros pontos da província do Cunene, devido à abundância da água das chuvas que se abatem sobre a região.
Às primeiras horas do dia, é notória a movimentação de populares, entre crianças e adultos que praticam a pesca artesanal em vários riachos, chanas, lagoas e até mesmo nas passagens hidráulicas na cidade de Ondgiva, como constatou o Jornal de Angola.

A pesca artesanal com o uso de redes mosquiteiros e outros meios aumentou nos últimos tempos na cidade de Ondjiva e noutros pontos da província do Cunene, devido à abundância da água das chuvas que se abatem sobre a região.
Às primeiras horas do dia, é notória a movimentação de populares, entre crianças e adultos que praticam a pesca artesanal em vários riachos, chanas, lagoas e até mesmo nas passagens hidráulicas na cidade de Ondgiva, como constatou o Jornal de Angola.
Os pescadores artesanais disseram ao Jornal de Angola que a captura é maior ao amanhecer e ao fim da tarde. "O resto do dia serve para a venda do peixe no mercado", disse Caetano Ndemupanda, que se juntou a dois amigos para esta actividade circunstancial que está a ser favorecida pelas intensas chuvas.
Caetano explicou que grande parte do pescado capturado é levada para o mercado, onde é vendido. "Nós aqui, às vezes, conseguimos muito peixe e levamos para a praça. Com o dinheiro, adquirimos outros bens para o sustento da família", adiantou Caetano Ndemupanda.
Disse que utiliza um tipo de rede que permite a captura de peixe grande, que é o mais procurado pelos clientes. Filomena, outra pescadora, vê na pesca uma actividade de "bom negócio", pois para além do lucro, "ajuda bastante na alimentação dos filhos em casa". Referiu que o preço do peixe varia entre 50 kwanzas por cada caneca da "cambuenha" – peixe pequeno, típico de águas das cheias – a 500 o bagre. "Muita gente vem aqui, mesmo aqui onde pescamos, porque esse peixe tem mesmo ajudado muita gente na sua alimentação diária", frisou. Ao contrário de Caetanto, que utiliza a rede de pesca convencional, Dona Filomena e muitas outras senhoras que encontrámos a pescar nos riachos e passagens hidráulicas, usa mosquiteiros, muitas vezes impregnado, mesmo sabendo do perigo que tal representa para a saúde dos consumidores. Questionada sobre os riscos do uso de mosquiteiro para a pesca, Filomena afirma não ter capacidade financeira para adquirir uma rede de pesca convencional. "Estamos a conseguir fazer alguma coisa para a nossa família. A pessoa já sai daqui com alguma coisa para levar para casa", defendeu-se.

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