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Pesca ilegal tem os dias contados

Dinísio David | Ondjiva

Os responsáveis das Pescas na província do Cunene estão preocupados com o aumento da prática da pesca artesanal ilegal nos rios Cunene, Cuvelai, Calonga, Evale e Nanuno, nos municípios de Ombadja, Cuvelai e Cuanhama.

Pescadores artesanais num dos rios da província do Cunene
Fotografia: Arimateia Baptista

Os responsáveis das Pescas na província do Cunene estão preocupados com o aumento da prática da pesca artesanal ilegal nos rios Cunene, Cuvelai, Calonga, Evale e Nanuno, nos municípios de Ombadja, Cuvelai e Cuanhama.
De acordo com o responsável do sector das Pescas no Cunene, João Gaspar Lucas, um órgão da Direcção Provincial da Agricultura e Desenvolvimento Rural, há pescadores furtivos que nem sequer estão filiados nas cooperativas, que praticam a pesca artesanal de forma ilegal, utilizando na captura meios impróprios, como as redes finas conhecidas por “mata tudo”.
Esta prática cria graves problemas ao equilíbrio das espécies, levando algumas à extinção, porque compromete a reprodução.
O responsável das Pescas no Cunene salientou que para pôr cobro à situação, tem vindo a trabalhar com o Instituto de Desenvolvimento Fiscal, com as autoridades policiais dos municípios de Ombadja e Cuvelai e com as autoridades tradicionais: “este trabalho conjunto tem dado resultados muito positivos no combate à pesca ilegal”.
Como resultado do trabalho efectuado, em finais do ano passado, mais de 700 redes inadequadas para a captura de pequenas espécies foram apreendidas pelas autoridades policiais.
João Gaspar Lucas referiu que estas acções visam desencorajar os pescadores a usarem redes ilegais. No quadro da nova estratégia do sector das Pescas no Cunene para este ano, a actividade da pesca artesanal na região passa ser realizada oficialmente a partir de Maio de cada ano. As autoridades decidiram criar um período de defeso que permita a reprodução das espécies mais abundantes nos rios do Cunene.
     A partir de agora fica proibida qualquer actividade de pesca nos meses de Fevereiro, Março e Abril em todas as zonas pesqueiras, incluindo nas “chimbacas”, que são reservatórios de água para o gado e também para algumas comunidades no meio rural.
Nesses locais existem algumas espécies piscatórias que se reproduzem nos meses que agora fazem parte do defeso.
João Gaspar Lucas pediu aos pescadores maior sensibilidade na preservação dos rios e terem mais cuidado com as reservas existentes sob pena de prejudicarem em definitivo as gerações vindouras.
O responsável das Pescas no Cunene lembrou que os níveis de captura por parte das cooperativas tem melhorado de modo positivo a dieta alimentar dos pescadores e suas famílias, mas também das comunidades onde as actividades se realizam.

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