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Pescadores querem lojas de acessórios

A falta de lojas de material de pesca na comuna de Xangongo, sede do município de Ombadja, Cunene, está a dificultar a actividade dos pescadores da região piscatória, o que tem feito com que seja reduzida a captura do pescado.

Fotografia: JA Imagem


Segundo os operadores, a região não tem lojas que se dediquem à venda de acessórios e utensílios para a pesca artesanal continental. Em declarações à Angop, Joaquim Chilumbo, pescador há mais de 35 anos, considerou preocupante a actual situação dos pescadores, uma vez que para adquirirem o material têm que se deslocar às províncias de Benguela e Luanda ou mesmo à Namíbia.
O pescador lançou um apelo às autoridades que tutelam o sector a fim de serem criadas condições para a obtenção do material de pesca a nível local ou apoiarem iniciativas privadas que queiram apostar no comércio de equipamentos de pesca, como redes, bóias, anzóis, remo e âncoras.
Para a pescadora Bernarda Nakafeka, que exerce a actividade há 15 anos, embora exista a iniciativa do Executivo de garantir aos pescadores meios de pesca, como barcos a motor, chatas e redes, é necessário construir uma oficina para a reparação das embarcações.
O administrador municipal adjunto, Bonifácio Sambeny, disse que tudo está a ser feito para ultrapassar estas dificuldades e contribuir para o programa de fomento à pesca. Sublinhou que para este ano a administração, em parceria com a Direcção Provincial da Agricultura, Desenvolvimento Rural, Pescas e Ambiente, vai fazer 38 tanques para a aquicultura, nas áreas de Canconda, Cassei, Naulila, Calueque, Tchipeque, Nancunduluca e Chivemba.
A actividade piscatória no município de Ombadja é desenvolvida por duas cooperativas, compostas por 51 grupos.

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