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Plano de integração da tribo Ovátua assenta na entrega de terras aráveis

O Programa Municipal Integrado de Combate à Pobreza no Curoca, província do Cunene, com uma população estimada em 45.489 habitantes, já está a ser executado.

O Governo Provincial dispõe de condições para apoiar os pequenos camponeses organizados em associações e cooperativas
Fotografia: Elautério Silipuleni

O Programa Municipal Integrado de Combate à Pobreza no Curoca, província do Cunene, com uma população estimada em 45.489 habitantes, já está a ser executado.
O plano de acção, que congrega uma série de projectos sociais destinados às duas comunas que compõem o município está a ser implementado no quadro do programa de melhoria de oferta dos serviços sociais básicos às populações.
Nesta altura, vários programas estão a ser executados a nível do município, com realce para os projectos de construção do mercado rural e um talho, casas para os serviços veterinários na sede da comuna de Oncóncua, bem como a reabilitação e ampliação do palácio e do hospital municipal.
Também estão em acção alguns programas virados para a agricultura, com destaque para o plano de integração da tribo Ovátua na actividade agrícola.
Francisco Tomé Goloimwe, administrador municipal do Curoca, disse ontem que este projecto de reintegração da tribo Ovátua assenta na preparação de cerca de mil hectares de terras aráveis, para o cultivo de diversos produtos, dos quais 303 já têm semeados produtos como cereais e tubérculos.
Além da área de cultivo, disse o responsável, foram também desmatados outros 45 hectares, que vão servir de zona habitacional para esta mesma população. “O que se pretende é garantir melhores condições de vida e estabilidade deste povo, que se dedica à recolha de frutos silvestres e à caça”.
Tomé Goloimwe frisou que o projecto vai ser implementado num período de cinco anos e prevê abranger dois mil habitantes da comunidade, com vista a elevar a qualidade de vida deste povo, residente no município do Curoca.
A população do município do Curoca tem manifestado o interesse em participar na actividade agrícola, para o fomento agro-pecuário, com vista a ajudar o Executivo no combate à fome e pobreza no seio das comunidades.
O administrador pede aos cidadãos do município a dedicarem-se à actividade agrícola, uma vez que o governo provincial dispõe de condições para apoiar os pequenos camponeses organizados em associações e cooperativas.
“Alcançar a auto-suficiência alimentar é uma das metas preconizadas pelo Executivo, facto que obriga os camponeses a agruparem-se, pois de maneira isolada não é possível atender a todos”, recordou.
A degradação em que se encontra a via que dá acesso à sede do município do Curoca (Oncócua) está a preocupar as autoridades locais e a população, por condicionar a execução de projectos económicos e sociais e o investimento de empresários no município.
O trajecto de 147 quilómetros entre Cahama e a sede do município do Curoca é feito em mais de oito horas, porque a estrada está em mau estado de conservação.
O administrador do Curoca, Tomé Goloimwe, disse à reportagem do Jornal de Angola que a concretização de qualquer projecto de desenvolvimento do município passa, necessariamente, pela melhoria do troço de mais de 330 quilómetros que liga aquela circunscrição à cidade de Ondjiva, capital da província do Cunene.
O administrador lembra que é difícil levar a bom porto quaisquer projectos de desenvolvimento naquela região, onde são poucos os homens de negócios que se aventuram a investir no município devido ao péssimo estado da estrada que dá acesso ao Curoca.
“A melhoria da via de acesso vai devolver esperança aos habitantes do município e atrair mais investimentos, porque Curoca tem potencial para gerar riqueza.

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