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Populações do Cunene com melhor assistência

O governo da província do Cunene vai estender os “Centros Populacionais Partilhados” a toda a região para as pessoas beneficiarem de vários serviços sem terem de percorrer longas distâncias.

Autoridades sanitárias continuam a apostar no equipamento dos hospitais da província a exemplo do que acontece no resto do país
Fotografia: Jornal de Angola

O governo da província do Cunene vai estender “Centros Populacionais Partilhados” em toda a região, onde os cidadãos beneficiam de vários serviços, sem ter que percorrer longas distâncias.
Em entrevista à Angop, o governador do Cunene, António Didalelwa, revelou que os “Centros Populacionais Partilhados”, construídos em todas as localidades, vão aglomerar as pessoas e criar núcleos para constituir as pequenas cidades.
O governador acrescentou que no interior da província existem quintas de 500 metros quadrados onde habitam famílias de até dez membros, que vivem do cultivo e da pastorícia.
Quando se fala da necessidade de se levar energia ao povo é um pouco complicado dada a dispersão das pessoas. Nessa óptica, a solução é a criação dos “Centros Populacionais Partilhados”. O governador disse que, dada a distância, se tem estado a aproximar os serviços destes locais, como a Polícia e a Administração.
“Há pessoas que saem de Ondjiva, num percurso de 50 quilómetros, para ir aos centros já existentes, onde tem havido intercâmbio de compra de produtos, como sal e até mesmo facilitado o trabalho da Polícia no combate ao roubo de gado”, disse.
António Didalelwa afirmou que o local para a construção dos centros é escolhido pela própria população e por norma num local neutro que não seja de um aldeão, para evitar futuros conflitos.
“O mesmo pode estar entre duas ou mais aldeias vizinhas, onde se vai fazer este projecto de urbanização com os serviços sociais inclusos, como escolas, hospitais e áreas de comércio, num espaço, por exemplo, de 40 mil hectares, que vai crescendo com a intenção de ser cidade”, reforçou.
António Didalelwa disse que, por ser da responsabilidade do governo levar escolas, hospitais, ou seja, o bem-estar às populações, no acto de construção dos Centros Partilhados tem-se em conta a preservação do próprio ambiente, em que as áreas são limpas sem que se cortem todas as árvores, pois elas são aproveitadas dentro do projecto.
No projecto está prevista a construção de residências para o administrador, professores e enfermeiros, canalização de água potável e energia, com primazia para a energia solar.
O projecto, disse, tem também em conta a construção da Administração da povoação, Esquadra da Polícia e espaço reservado para os comerciantes. Estes centros já são uma realidade no Cunene e, para além dos novos que vão surgindo, os antigos são melhorados, a exemplo do que se vê ao longo da estrada nacional até chegar a Ondjiva. 
António Didalelwa disse que o desenvolvimento de um país passa pela formação de quadros (recursos humanos) e construção de escolas. “E isso passa por uma cadeia de conhecimentos, o que nos obriga a levar o ensino superior para dentro da província”, reforçou.
O governador provincial revelou que na altura da sua nomeação, em 2008, a primeira coisa que fez foi, a partir de 2009, criar a Escola Superior Politécnica, com as áreas de formação de ciências da saúde, educação e engenharia.
O responsável adiantou que dentro destas três áreas de formação, por enquanto, estão a funcionar a de enfermagem superior, análises clínicas e laboratoriais, enquanto na da educação funciona a biologia e na terceira a engenharia agronómica.
O governador provincial António Didalelwa informou igualmente que, neste momento, está já projectada a instalação da futura cidade universitária, num espaço de cerca de 1.500 hectares.

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