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Preço dos produtos tende a aumentar

Elautério Silipuleni | Ondjiva

A quadra festiva, que compreende dois importantes momentos de convívio familiar, o Natal e a passagem de ano, já agita a população de Ondjiva, na província do Cunene.

É grande a movimentação de pessoas à procura dos principais produtos alimentares nos supermercados e nos mercados informais
Fotografia: Dombele Bernardo

A quadra festiva, que compreende dois importantes momentos de convívio familiar, o Natal e a passagem de ano, já agita a população de Ondjiva, na província do Cunene. É grande a movimentação de pessoas à procura dos principais produtos alimentares nos supermercados, estabelecimentos comerciais e mercados da cidade.
O Jornal de Angola constatou, no principal mercado paralelo da cidade, que os mais prevenidos adquiriram antecipadamente os produtos alimentares e outros para a ceia de Natal e passagem de ano, de forma a precaverem-se das especulações frequentes nesta época do ano.
No mercado paralelo de Somukwiyo já é notória a subida do preço dos produtos que integram a cesta básica, como arroz, feijão, açúcar, óleo alimentar, leite, farinha de trigo, bacalhau, batata, azeite, grão-de-bico, ovos e bebidas, com destaque para refrigerantes e cerveja.
O saco de batatas custa, no mercado paralelo, 1.200 kwanzas, leite em pó 3.500, feijão 300 kz o quilo, o litro de óleo alimentar está a ser vendido a 300 kwanzas, a grade de cerveja varia entre os 1.500 e 3.500 kwanzas e a de refrigerantes entre 900 e 2.500. “Infelizmente, todos os anos, sobretudo neste período, tudo tende a subir de preço e, muitas vezes, os salários não dão para muito”, disse o funcionário público António Dilange. O Instituto Nacional de Defesa do Consumidor (INADEC) advertiu os comerciantes de Ondjiva no sentido de evitarem a especulação na venda de produtos alimentares de primeira necessidade, durante a quadra festiva.

Combate à especulação

O responsável provincial do núcleo do instituto no Cunene, Bernardo Hilidilwa, disse ao Jornal de Angola ser frequente, nesta época do ano, os comerciantes procederem à venda de produtos fora de prazo, mal conservados ou impróprios para consumo humano e duplicarem os preços dos produtos de primeira necessidade.
Segundo o chefe do núcleo do INADEC, a quadra festiva tem sido um período de actuações indesejáveis por parte de certos comerciantes, que vendem os seus produtos mais caros e, na maioria das vezes, em condições de conservação e higiene, que comprometem a sua qualidade e põem em risco a saúde humana.
 Bernardo Hilidilwa disse que o núcleo do Instituto de Defesa do Consumidor reforçou o plano de fiscalização dos estabelecimentos comerciais e mercados do Cunene, numa acção conjunta com a Polícia Económica e inspecção do comércio, para proteger os interesses dos consumidores e oferecer vias de recursos para reparar os abusos e práticas prejudiciais.
Pediu, ainda, a colaboração da população que se julgue lesada, no sentido de comunicar as ocorrências à direcção do INADEC e de outros órgãos fiscalizadores da actividade comercial, para ajudar os agentes da autoridade a melhorar a qualidade dos serviços prestados aos cidadãos.

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