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Prevenção das doenças mobiliza os jornalistas

Adelaide Mualimusi | Ondjiva

A rede de jornalistas de luta contra a malária e grandes endemias do Cunene reuniu na quinta-feira a classe para traçar as estratégias de reforço da prevenção e combate à doença na região.

A rede de jornalistas foi fundada há três anos
Fotografia: Jornal de Angola |

Criada em Novembro de 2010, esta rede tem como objectivo contribuir para a mudança de comportamento e consequente adopção de práticas positivas em matéria de prevenção e controlo da malária e outras grandes endemias, tendo em vista o alcance das metas do desenvolvimento do milénio.
Os jornalistas do Cunene defendem acções de sensibilização da população e aumento da informação, medidas de prevenção e uso de práticas positivas.
Formada por profissionais dos quatro órgãos de Comunicação Social públicos - Rádio Nacional de Angola, Televisão Pública de Angola, Jornal de Angola e Anglo - a rede encara com grande preocupação o elevado número de mortes provocadas pela malária na província. Os jornalistas sublinham ser cada vez mais necessário informar a população sobre a doença, como se transmite, quais os seus sintomas, as formas de prevenção e de tratamento.
A rede realizou, desde 2010, várias actividades, em parceria com a direcção provincial da Saúde, como a distribuição de mosquiteiros aos doentes do Hospital Provincial de Ondjiva e acções de sensibilização sobre a importância e o uso do mesmo.
O grupo propõe-se promover palestras, campanhas de limpeza e de distribuição de mosquiteiros e outros meios de desinfecção de águas paradas, pulverização, entre outras medidas. No encontro, Zeferino Meya Mpambo, oficial do programa de combate à malária, disse que a rede de jornalistas é um grande parceiro no programa provincial da luta contra a malária, sobretudo na sensibilização, informação e educação das populações, para a mudança de comportamentos perante a doença.
Zeferino Mpambo realçou que o combate ao paludismo tem vários componentes previstos no plano estratégico nacional, que vão desde a prevenção ao uso adequado das redes mosquiteiras e o combate ao vector no seu estado larval e adulto, ao diagnóstico e tratamento, o uso de testes rápidos da malária, da microscopia e das terapias combinadas com artemisinina, coartem, ASAQ e DUO-cotecxin.

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