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Prevenção mobiliza mulheres no Cunene

O fórum de parceiros da malária no Cunene promoveu, em Ondjiva, uma palestra dirigida às mulheres de vários estratos sociais, com vista a colher contribuições para tornar mais eficaz a erradicação da doença e contribuir para o reforço do sistema de saúde.

Encontro teve o objectivo de elucidar as mulheres sobre a doença e recolher contribuições
Fotografia: João Gomes

A palestra, enquadrada nas jornadas alusivas ao Dia Mundial de Combate à Malária, que se assinala  a 25 de Abril, foi dirigida pela presidente do fórum no Cunene, Emília Wime, e congregou mulheres dos diferentes órgãos da delegação do Ministério do Interior das várias congregações religiosas.
Emília Wime disse que o encontro teve como objectivo elucidar as mulheres sobre o conhecimento na base da testagem, tratamento, monitoria e acompanhamento, na sensibilização das comunidades, para garantir a prevenção no combate à doença, de modo a reduzir a taxa de mortalidade materna e infantil.
Questões sobre a igualdade do género e desenvolvimento sustentável, situação epidemiológica da malária e medidas preventivas no controlo à doença dominaram o fórum de parceiros da malária no Cunene, enquadrado na parceria público-privada com a sociedade civil local, garantindo o apoio ao programa provincial de luta contra a doença. O fórum de parceiros na luta contra a malária, de âmbito nacional, existe desde 2007, fruto da necessidade de melhorar a coordenação e a utilização dos recursos pelos parceiros, desenvolvimento  das actividades de luta contra a malária e contribuir no desenvolvimento sustentável das famílias.
O chefe de secção dos cuidados primários e de saúde no Cuanhama, província do Cunene disse em Ondjiva que os serviços municipalizados de saúde, facilitam a expansão das unidades sanitárias e assistência médica e medicamentosas às populações.
César Salvador  esclareceu que o programa tem permitido nas cinco comunas e aldeias, a construção e reabilitação de novos postos e centros de saúde e na formação de quadros. Explicou que tem sido possível também a aquisição de novos meios de transporte como ambulâncias, clínicas móveis e o reforço da capacidade técnica, médica e medicamentosa em cada unidade sanitária da região, visando dar resposta adequada ao tratamento das doenças nas comunidades.
A implantação destes serviços no município tem reduzido, principalmente nas zonas rurais, onde a malária, doenças respiratórias e diarreias agudas são as mais registadas.
Os serviços municipalizados de saúde no Cuanhama contam com 57 unidades sanitárias, sendo 44 postos e 13 centro de saúde, apetrechados e com medicamentos suficientes para atender as comunidades.

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