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Privados constroem seis novos hotéis

Dionísio David| Ondjiva

Cunene tem em curso a construção de seis unidades hoteleiras, sendo três na cidade de Ondjiva, uma delas com capacidade para 103 quartos, duas no Namacunde, sendo uma no posto fronteiriço de Santa Clara e uma na sede do município, ambas com capacidade para 20 quartos cada, e uma hospedaria na localidade de Calueque, município de Ombadja, bem perto da fronteira com a República da Namíbia, cuja conclusão das obras está prevista para Dezembro deste ano.

 
Cunene tem em curso a construção de seis unidades hoteleiras, sendo três na cidade de Ondjiva, uma delas com capacidade para 103 quartos, duas no Namacunde, sendo uma no posto fronteiriço de Santa Clara e uma na sede do município, ambas com capacidade para 20 quartos cada, e uma hospedaria na localidade de Calueque, município de Ombadja, bem perto da fronteira com a República da Namíbia, cuja conclusão das obras está prevista para Dezembro deste ano.
Com efeito, o destaque vai mesmo para a construção de uma das unidades hoteleiras a ser erguida no bairro Naipalala, em Ondjiva, já em fase de conclusão.
Ocupando uma área de mil e 136 metros quadrados, a imponente obra está a cargo de uma empresa de construção chinesa e tem uma capacidade de 103 quartos, todos na categoria de suites. A par da área dormitório, o hotel, de cinco andares e com a categoria de cinco estrelas, vai dispor de serviços complementares, tais como restaurante-bar com maior espaço de lazer, lojas comerciais em cada um dos pisos, escritórios, salas de jogo e piscinas. O custo da referida obra não foi revelado.
 
Serviços prestados
 
As principais unidades hoteleiras estão localizadas na cidade capital provincial, Ondjiva, destacando-se os Hotéis Água Verde, o mais influente nos últimos tempos, pela qualidade de serviços que oferece, tem uma capacidade de 74 quartos e um preço dia de 10 mil kwanzas, seguido de Vila Okapale, situado perto do aeroporto local. O hotel Boleth Salu, as Pensões Amélia e Magui são também os destaques em termos de qualidade.
No caso concreto do hotel Boleth Sallu, tem sido uma referência obrigatória face o seu posicionamento, bem no centro da cidade, e pelos aceitáveis serviços que presta aos clientes.
De acordo com a gerente daquela unidade hoteleira, Arminda Ginga, o hotel conta com 52 quartos, metade dos quais suites com igual número de camas, com um preço único de cinco mil kwanzas por quarto durante uma noite.
Arminda Ginga afirmou que a procura pela unidade tem aumentado nos últimos tempos, graças às melhorias registadas na prestação dos serviços internos, para o bem da instituição.
Disse que esta procura deve-se também à proximidade da fronteira, o que leva grande parte dos viajantes de e para a Namíbia preferirem pernoitar naquela unidade hoteleira.
Disse ainda que o hotel possui uma piscina, um restaurante bar, uma sala de jogos e sistema de Internet.
A Pensão Amélia existe desde 2002. É igualmente uma das unidades de referência pela qualidade dos serviços que presta aos clientes. Conta apenas com nove quartos, todos suites. Segundo o gerente daquela hospedaria, Augusto Tobias, a pensão tem sido bastante frequentada, principalmente por viajantes vindos das províncias do norte e centro do país.
Conta com 12 trabalhadores, metade dos quais mulheres, possui ainda um restaurante bar e um vasto recinto de lazer, água quente e fria.
Aquele responsável informou que desde que as viaturas de segunda mão deixaram de entrar no país, a partir da fronteira com a Namíbia, a hospedaria passou a registar défice de clientes.
 
Pratos preferidos

A responsável fez saber que os clientes que ali se hospedam aproveitam ao máximo para comer mais carne de vaca fresca, já que em algumas regiões do país nem sempre é possível conseguir o prato ao preço de 1.500 kwanzas.
Arminda Ginga deu a conhecer que a par dos serviços prestados em Ondjiva, o Grupo Boleth Salu conta com uma pensão na sede municipal de Namacunde, com 12 quartos e um restaurante bar.
Disse estarem em curso obras para a construção de uma pensão no município de Cuvelai, a 170 quilómetros a norte de Ondjiva, cuja capacidade em quartos não revelou.
Ao todo são 22 trabalhadores empregues na sua maioria jovens mulheres. O grupo conta também com um colégio em Ondjiva, com 24 salas com capacidade para 32 alunos por turma, informou.
 
Fiscalização
 
O responsável reconheceu existirem ainda dificuldades, no que respeita a actividade de fiscalização das unidades hoteleiras e similares, pelo facto de não se ter atingido ainda maturidade profissional por parte de alguns proprietários, sobretudo nas pensões, pelo que a direcção provincial tem estado a trabalhar com os operadores no sentido de se melhorar a qualidade dos serviços a prestar ao público.
 
Centros turísticos existem
 
Na sua maioria os centros turísticos não estão catalogados. Mas o memorial do Rei Mandume Ya-Ndemufayo, em obras de restauro, a zona da Pedra no Curoca e o Parque da Mupa são os destaques na região.
No ramo do turismo, de acordo com Fernando Fetoy, os investimentos são quase nulos, devido fundamentalmente a ausência de incentivos aos operadores e, nalguns casos, à falta de financiamentos por parte dos bancos. Daí que poucos são os empresários interessados em investir no sector do turismo, sendo hoje uma actividade de âmbito privado. Esta situação - considerou - vai atrasar cada vez mais o crescimento do turismo na região.
 

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