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Produtos fora de prazo na mira dos fiscais

Dionísio David | Ondjiva

O director do núcleo provincial do Instituto de Defesa do Consumidor (INADEC) do Cunene, Bernardo Hilundilwa, afirmou que a venda por comerciantes da região de produtos com prazos expirados vai ser combatida de forma severa, nos próximos dias.

Autoridades locais têm vindo a fazer esforços no sentido de impedir a entrada de géneros alimentares já fora do prazo de consumo
Fotografia: Dombele Bernardo

Bernardo Hilundilwa, referiu que desde Janeiro até ao fim de Abril, o núcleo local do INADEC procedeu a um trabalho aturado, virado para a sensibilização dos comerciantes no sentido de influenciá-los a colocar à disposição dos consumidores produtos de boa qualidade.
A maioria de produtos consumidos localmente é proveniente da Namíbia, muitos dos quais chegam aos mercados já fora do prazo. Daí os esforços para tais produtos não chegarem aos consumidores.
O director do núcleo do INADEC do Cunene aconselhou os consumidores locais a dominarem bem a rotulagem dos produtos que adquirem na lojas e mercados, de modo a evitarem o consumo de alimentos que possam pôr em perigo a saúde.
Esclareceu também que o facto do Cunene estar situado na via por onde passam metade das importações que entram no país por terra, faz da província uma paragem obrigatória de produtos, cujo destino são os mercados locais. O Instituto  de Defesa do Consumidor  (INADEC) tem vindo a fazer esforços no sentido de impedir a entrada de géneros alimentares já fora do prazo de consumo. Pediu aos consumidores a optarem também por bens produzidos localmente: “batata, mandioca, tomate, cebola, o peixe são produtos nacionais que têm mais qualidade do que os importados”, disse o director  do INADEC. 
Bernardo Hilundilwa aconselhou igualmente as comunidades a terem cuidado na aquisição de produtos importados, sobretudo os frescos, que são susceptíveis de se estragarem com facilidade, como é o caso do frango, peixe, leite ou iogurtes. O responsável do Instituto Nacional do Consumidor (INADEC) no Cunene diz que a instituição optou, numa primeira fase, por combater as irregularidades, através de palestras com os coordenadores de bairros, autoridades tradicionais e entidades religiosas, com o objectivo de levar a mensagem aos pontos mais recônditos da província, dada a facilidade que existe de nesses locais os produtos expirados serem vendidos. A má conservação dos frescos tem sido uma das maiores preocupações dos consumidores, devido os problemas de saúde que cria às famílias, disse Bernardo Hilundilwa. Esclareceu que há já algum tempo tem havido queixas dos consumidores, devido à falta de qualidade dos frescos que entram nos mercados locais.
E também já há consumidores que reclamam quando lhes vendem produtos fora dos prazos de validade. A missão do Instituto de Defesa do Consumidor (INADEC) é criar junto do consumidor o hábito de reclamar quando é enganado.
Dai que foi necessária a criação de um laboratório para analisar a qualidade dos produtos.

Informação aos vendedores


Para prevenir a venda ilegal de mercadorias perecíveis, o INADEC do Cunene tem desenvolvido acções de informação com os vendedores dos mercados, sobre os produtos susceptíveis de se estragarem com o calor, no sentido de diminuírem as quantidades de importação.
A falta de meios de transportes, lamentou Bernardo Hilundilwa, tem criado sérios problemas por dificultar a ida dos técnicos às localidades da província mais remotas e isoladas, onde o comércio de bens de primeira necessidade se faz sem qualquer controlo de qualidade e são zonas privilegiadas para vender produtos fora de prazo de validade.

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