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Proibição de bebidas alcoólicas no hospital

Adelaide Mualimusi | Ondjiva

O administrador do hospital geral de Ondjiva, na província do Cunene, Bernardino Augusto do Nascimento, denunciou ontem, naquela cidade, o comportamento pouco digno de familiares que levam bebidas alcoólicas aos doentes internados na referida unidade sanitária. 

O administrador do hospital geral de Ondjiva, na província do Cunene, Bernardino Augusto do Nascimento, denunciou ontem, naquela cidade, o comportamento pouco digno de familiares que levam bebidas alcoólicas aos doentes internados na referida unidade sanitária.     
Face à situação, a direcção do hospital geral está preocupada com o fenómeno, que tende a ganhar contornos alarmantes, já que está a ser uma prática frequente nos últimos tempos.
Bernardino do Nascimento esclareceu que foi graças aos seguranças do hospital que descobriram que os familiares se faziam acompanhar de bebidas alcoólicas, desde que foram orientados pela direcção provincial da saúde a procederem revistas aos visitantes.
Há cerca de dois meses, disse, foram abordados à porta do hospital familiares que se faziam acompanhar de cinco litros de kaporroto, dois litros de macau, cerveja, vinho e whisky.  Os mesmos aproveitam transportar os produtos em pastas ou em sacos, no momento em que levam comida para os doentes. Interpelados pelo Jornal de Angola afirmaram que as bebidas se destinavam aos familiares internados.
Ana Antónia, 32 anos, é uma destas visitantes que levava dois litros de kaporroto. Diz que o pai está há seis meses hospitalizado a padecer de tuberculose e foi ele que recomendou a bebida, por se sentir recuperado e à espera de alta.  
“É uma forma que ele encontrou para se distrair. É a bebida que ele sempre consumiu e que muito gosta e por isso não há razões para ficar privado do produto.”
Aleluia Hilipo também foi apanhada em flagrante com cerveja. Reconheceu ser um acto reprovável, mas esclareceu que não levou bebida para prejudicar a sua amiga internada no hospital, pois tratou-se do seu aniversário natalício e, com isso, queria apenas comemorar a data. O responsável do hospital disse que vão continuar a revistar os visitantes para se acabar com esta prática condenável.
“Aqui, os profissionais de saúde têm feito o máximo, mas alguns familiares comportam-se mal e depois dizem que o hospital não trata bem os seus ente-queridos.”

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