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Província do Cunene tem novo mapa sanitário

DOMINGOS CALUCIPA | Ondjiva

A execução de programas de melhoria da rede sanitária e da assistência medico-medicamentosa à população da província do Cunene vai poder, a partir de agora, ser feita com mais precisão, graças à elaboração de um mapa sanitário que apresenta a realidade actual do património e do número real da força de trabalho do sector da Saúde.

A província do Cunene fez um levantamento do património do sector da saúde
Fotografia: Santos Pedro


 
A execução de programas de melhoria da rede sanitária e da assistência medico-medicamentosa à população da província do Cunene vai poder, a partir de agora, ser feita com mais precisão, graças à elaboração de um mapa sanitário que apresenta a realidade actual do património e do número real da força de trabalho do sector da Saúde.
O novo mapa foi apresentado na quarta-feira, num seminário promovido para o efeito pelo Ministério da Saúde e ao qual assistiram directores provinciais do Plano, Estudo e Estatística do Governo, das Obras Públicas e da Energia e Águas, administradores municipais, chefes de repartições municipais do sector e representantes de organizações parceiras.
De acordo com o director provincial da Saúde, Eduardo Ayumba, trata-se de uma carta geográfica que estabelece o número exacto de unidades sanitárias que a província possui, o seu estado de conservação, o equipamento, o tipo de serviços que prestam, bem como o número do efectivo que assegura a assistência sanitária à população. Eduardo Ayimba afirmou que esse conhecimento da realidade vai permitir a realização de um planeamento mais consentâneo, tanto dos recursos humanos e financeiros como de medicamentos, equipamento e infra-estruturas.
O mapa sanitário da província do Cunene é um projecto inserido no programa de elaboração da carta sanitária nacional do Ministério da Saúde, do qual já beneficiaram dez províncias, entre as quais as de Luanda, Huíla, Benguela, Bengo e Huambo.
O levantamento do património do sector foi realizado por técnicos do Ministério da Saúde nos meses de Novembro e Dezembro do ano passado e consumiu cerca de 150 mil dólares, desembolsados pela agência americana de desenvolvimento USAID.
Foram percorridos todos os municípios e comunas da província, onde “muitas infra-estruturas sanitárias foram destruídas durante a guerra e já lá vão muitos anos que não se actualizava a estatística do sector”, explica Eduardo Ayimba. “Algumas unidades já não existiam mas continuavam a constar da estatística, por isso houve a necessidade de se elaborar uma nova”, acrescentou, considerando que o levantamento agora feito oferece um quadro real, tanto das infra-estruturas como do equipamento e dos quadros.
 O director provincial, Eduardo Ayimba, lembrou que, sem uma estatística real, não é possível cumprir eficazmente uma gestão, principalmente no que toca aos recursos humanos e aos materiais.
Com os seus  77.2­13 quilómetros quadrados, a província do Cunene conta, neste momento, com 116 unidades sanitárias de todos os níveis , asseguradas por um total de mil técnicos para uma população de  750.132 habitantes. 
Na abertura do seminário, que decorreu até sexta-feira, o vice-governador para o sector económico e produtivo, Jerónimo Haleinge, sublinhou que, dadas as características geográficas da província, se impõe a tomada de medidas consentâneas e uma planificação estatística contínua, visando o controlo sistemático das unidades e do pessoal de saúde com vista a proporcionar melhor qualidade dos serviços de saúde à população.

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