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Registados centenas de casos no Cunene

Adelaide Mualimusi | Ondjiva

O Instituto Nacional da Criança (INAC) registou no ano passado no Cunene 152 casos de violência contra menores, revelou o seu responsável provincial da secção de protecção.

Macuntima Samuel referiu que entre os casos registados sobressaem a fuga à responsabilidade paternal, abuso sexual e ofensas corporais.
O número de casos de violência contra menores na província regista uma pequena descida em relação a anos anteriores devido em parte, declarou, às acções de sensibilização quanto à importância de se denunciarem os autores de maus-tratos a crianças.
O INAC, disse, tem sensibilizado as pessoas que trabalham nas comunidades em prol dos direitos das crianças a empenharem-se na investigação e na denúncia de casos desta natureza. Os pais e encarregados de educação, sublinhou, devem ter consciência da importância da serem salvaguardados dos direitos das crianças, pois as famílias têm um papel imprescindível na educação dos filhos e na luta contra a violência e o trabalho infantil.

Trabalho infantil


O chefe da secção de protecção do INAC garantiu que a exploração do trabalho infantil em Santa Clara diminuiu consideravelmente devido o diálogo entre pais e filhos.
Macuntima Samuel afirmou que em Santa Clara, por ser um ponto de entrada e saída de mercadorias, as crianças eram muitas vezes contratadas para transportar cargas em troca de dinheiro. A situação deve também às próprias famílias, muitas das quais têm o hábito de mandar as crianças fazer aqueles trabalhos em troca de dinheiro para sustento da casa sem atenderem ao risco que elas correm de virem a contrair problemas de saúde.
O responsável lamentou o facto de muitos pais ainda não assumirem a responsabilidade de chefes de família e evitarem que os filhos se submetam àquele tipo de trabalho.
O INAC, prometeu, vai continuar a apostar no diálogo e na sensibilização das famílias sobre o interesse de um acompanhamento mais rigoroso das crianças, que lhes garanta um futuro melhor e à própria sociedade. Macuntima Samuel afirmou que em Ondjiva ainda há crianças a exercem a venda ambulante, mas que com o trabalho em curso junto das famílias a situação tende a desaparecer.

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