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Saúde melhora prestação de serviços com a construção de novos hospitais

Dionísio David| Ondjiva

O sector da Saúde na província do Cunene tem vindo a conhecer melhorias no que respeita a assistência médica e medicamentosa às populações, graças aos investimentos feitos pelo Executivo local na reabilitação e construção de novas infra-estruturas sociais, bem como o reforço da capacidade operacional em recursos humanos.

 
O sector da Saúde na província do Cunene tem vindo a conhecer melhorias no que respeita a assistência médica e medicamentosa às populações, graças aos investimentos feitos pelo Executivo local na reabilitação e construção de novas infra-estruturas sociais, bem como o reforço da capacidade operacional em recursos humanos.
Fruto dessas acções, o ramo da saúde hoje é tido no Cunene como um dos mais estáveis, disse o director provincial, apesar de ainda existirem dificuldades.
Eleutério Hivilikwa sublinhou que a construção de seis hospitais municipais e 150 centro de saúde e 129 postos de saúde em toda a extensão da província, num total de 279 unidades sanitárias, bem como o reforço com mais médicos e técnicos de saúde, têm sido elementos determinantes na melhoria da prestação de serviços aos doentes.
O responsável disse que, apesar de existirem ainda alguns problemas, o sector que dirige tem conseguido estar à altura de resolver muitas das preocupações que se colocam.
Fez saber que só nos últimos três anos foi possível construir em toda a província um conjunto de infra-estruturas, começando inicialmente pela reabilitação e ampliação do Hospital Central de Ondjiva, que desde então passou a ser considerada como a maior unidade de referência na região, que recebe e trata todos os doentes que não conseguem a solução do seu problema de saúde nas outras unidades sanitárias. Lembrou que esta situação, por si só, tem também criado sérios constrangimentos, porque é muita a pressão feita sobre o hospital, pelo que considerou urgente a construção do centro municipal de saúde do Cuanhama, que vai passar a servir de alternativa.
Deu a conhecer que a par do hospital central de Ondjiva, há mais seis unidades nos municípios de Namacunde, Xangongo, Ombadja, Curoca, Cuvelai e da Missão Católica do Chulo que, pela quantidade de camas que possui - um total 200 - e pela qualidade dos serviços que presta, é considerado também como hospital municipal. Existe um total de 806 camas em todos os hospitais da província, sendo Ondjiva com 250, a Missão Católica do Chulo com 200, Xangongo com 76, Curoca com 100, Namacunde, Cahama e Cuvelai com 60 camas a cada.
Neste momento a província conta com 19 centros de saúde, sendo o município de Ombadja o que está melhor servido, com 11, ao passo que Cuanhama conta com quatro, Cuvelai com dois e Namacunde também com dois.
Fez ainda saber que as unidades sanitárias têm desempenhado papel de destaque na prestação de primeiros socorros aos pacientes que ali acorrem, daí a razão da existência de um total de 129 postos de saúde e mais de 105 centros de saúde. O município do Cuanhama, de que faz parte a cidade de Ondjiva, lidera a lista, com 48, seguido de Ombadja, com 24, enquanto os restantes municípios contam com seis cada.
Disse que das unidades sanitárias existentes a nível do Cunene, 88 são de construção definitiva e as restantes de construção precária, erguidas com materiais rudimentares. São de pau a pique e cobertas de capim. Eleutério Hivilikwa sublinhou que há ainda muito trabalho por fazer para se modernizar as unidades sanitárias, tendo salientado que, para isso, vai ser necessário envolver desde logo as administrações municipais e comunais, no sentido de partilharem esforços com a Direcção Provincial da Saúde no que tange a execução de projectos de construção de novos empreendimentos.
Neste âmbito, está em curso, no município do Cuanhama, a construção de um hospital na localidade de Ekuma, arredores de Ondjiva, bem como de um centro de saúde na localidade de Onanhumba, também nos arredores da mesma cidade. Aquele responsável acredita que com a construção de novas unidades sanitárias vai ser possível melhorar cada vez mais a assistência médica e medicamentosa às populações, sobretudo as do meio rural. Frisou que para se prestar melhores serviços a partir daquelas unidades vai ser necessário dotá-las de meios apropriados, como sistema de energia solar para a conservação de vacinas e outras técnicas, cuja aplicação requer recursos humanos com alto nível de preparação, capacidade operacional e recursos humanos.
A direcção provincial da Saúde continua a desenvolver esforços no sentido de conseguir quadros para as diferentes áreas de prestação de serviços do sector. O director provincial é de opinião que a província não está bem porque há ainda muitas dificuldades. Cunene conta com 59 médicos, sendo seis angolanos e 50 estrangeiros, designadamente 21 cubanos, 20 russos, 10 vietnamitas e dois italianos que prestam serviços nas especialidades de cardiologia, cirurgia medicina interna, clínica geral gineco-obstetricia, pediatria, cuidados intensivos, oftalmologia, otorrinolaringologia, medicina intensiva, medicina interna, pneumologia, neonatologia, imagiologia e laboratório clínico.
Eleutério Hivilikwa referiu que como se pode ver há uma grande desproporção entre a força de trabalho angolana qualificada em relação a estrangeira. Fez saber que deste número de médicos, 85 por cento estão colocados no Hospital Central de Ondjiva e representam 3,2 por cento da força de trabalho da unidade. Os municípios do Curoca e Cuvelai são os únicos sem médicos. Esta situação tem criado sérios constrangimentos à direcção provincial da Saúde Pública, que tem procurado colmatar esta lacuna através do recrutamento de mais médicos angolanos. No que se refere aos enfermeiros superiores a província conta com 16, dos quais 10 angolanos e seis estrangeiros.
A província conta ainda com 88 técnicos médios de saúde e 1.005 técnicos básicos, que representam 91 por cento da força de trabalho. Estes dados, disse, espelham claramente a qualidade do serviço prestado.

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